Duas dicas para o Debian

A primeira dica é para quem instalou o Debian pelo Live DVD e está com ele “falando” desde o boot.

Trata-se de um recurso para facilitar o uso por quem tem deficiência auditiva. Não sei o porquê, mas esse recurso vem habilitado por padrão na instalação em questão (aquela em texto pelo Live DVD).

Além de desligar a acessibilidade na tela de login e no próprio Gnome (procure a opção nos menus superiores à direita, nas duas), é preciso desabilitá-la no boot.

Para mim resolveu o comando abaixo:

# systemctl disable espeakup

A segunda dica é para usar o sudo no Debian com um só comando, este:

# adduser seu-usuário sudo

O seu-usuário é o seu nome de login. No meu caso, pinduvoz, e meu comando ficaria assim:

# adduser pinduvoz sudo

Use sua senha de usuário com o sudo configurado como nesta dica.

Certificado Digital – Peticionamento Eletrônico – Linux Atual 64 bits

A instalação do PJe para uso no TJSP foi testada no Ubuntu LTS novo (18.04), no Debian Buster (versão testing),  no Linux Mint (18.3) e no Xubuntu novo (18.04).

Apenas no Ubuntu testei com Google Chrome. Nos demais, testei com o Firefox e o Chromium, este último, para quem não sabe, é a versão livre do Google Chrome.

Agora vamos ao que realmente interessa.

Passo 1) Atualize completamente o SO:

sudo apt update && sudo apt upgrade

Passo 2) Instale os seguintes pacotes:

sudo apt install libengine-pkcs11-openssl libp11-3 libpcsc-perl libccid libpcsclite1 pcscd pcsc-tools libasedrive-usb opensc libssl1.0.0 openssl libengine-pkcs11-openssl

Passo 3) Baixe da minha pasta do Google Drive as libs (bibliotecas) necessárias. Elas estão em arquivo compactado e devem ser copiadas — após descompactar o arquivo, obviamente — para a pasta /usr/lib. do seu sistema. Isso precisa ser feito como root (ou com sudo). Baixe clicando AQUI.

Explicação para o passo acima:

a) o pacote que instala essas libs é o “safesignidentityclient”, mas ele atualmente é incompatível com o Ubuntu, Mint ou Debian. Por isso ele quebra o apt quando instalado, mas deixa as libs que eu deixei para baixar e copiar para a pasta do sistema /usr/lib. Consertando o apt, as libs serão removidas juntamente com o pacote quebrado e, uma vez guardadas (copiadas para outra pasta,  antes do conserto), podem ser recopiadas para /usr/lib;

b) essa maneira de instalar as libs é a famosa gambiarra, mas o que importa (ao menos para mim) é que funciona;

c) caso você desconfie das minhas libs (isso não me chateia, garanto), faça a gambiarra você mesmo, assim:

1) baixe o safesignidentityclient, instale-o e copie as libs (veja os nomes no adendo, abaixo) para uma pasta reserva;

link para o safesignidentityclient (há outros, bastando você procurar) abaixo:

clique para baixar

2) conserte o apt (use o comando sudo apt install -f e veja o safesignidentityclient ser removido);

3) recopie as libs que você “reservou/copiou e guardou em outra pasta” para /usr/lib.

É mais fácil do que parece, garanto, especialmente se você usar, com cuidado, um gerenciador de arquivos como root.

Passo 4) Faça a instalação dos “plug-ins” ou extensões para Firefox e Chrome/Chromium, que você encontra AQUI.

Passo 5) A instalação dos “plug-ins” implicará no download de um novo pacote “deb” — websigner-setup-64.deb — que você também deve instalar.

Passo 6) Reinicie o sistema e teste o funcionamento do seu certificado digital no site do TJSP.

COMPLEMENTOS

— Repito que este modesto tutorial serve apenas para Linux de 64 bits. Não há porque usar Linux de 32 bits atualmente, ressalvada a hipótese de o processador não suportar os 64 bits (o que hoje é raro).

— Lista das libs para baixar (algumas são links que apontam para outra versão/nome de arquivo):

libaetdlss.so.3
libaetdlss.so.3.0
libaetdlss.so.3.0.2508
libaetjcss.so.3
libaetjcss.so.3.0
libaetjcss.so.3.0.2509
libaetpkss.so.3
libaetpkss.so.3.0
libaetpkss.so.3.0.2528

Essas são também as libs que você precisa copiar antes de remover o pacote quebrado, isso se não quiser usar as que eu deixei no meu Google Drive, prontas.

— Abaixo imagens do peticionamento nos meus sistemas/máquinas, na seguinte ordem: 1) Ubuntu (Desktop, tela Full HD); 2) Debian Testing (Desktop, tela Full HD); 3) Linux Mint (Notebook, tela HD); 4) Xubuntu (Netbook, tela de 1024×600).

Ubuntu, Mint e Xubuntu estão em suas últimas versões e devidamente atualizados; o Debian está além disso, pois uso a versão testing devidamente atualizada.

Ubuntu e Debian foram reconhecidos como SO apto, Mint e Xubuntu não foram. Mas eu sei que funciona também nos dois últimos, pois o importante não é o nome do SO. E se não funcionar para vocês, avisem aqui.

Até a próxima.

 

Usando Linux

Comecei a me interessar por Linux no final de 2004, quando “ganhei” (solicitei, na verdade) uma dúzia de  CD’s do Ubuntu (eu pedi só um). Lá se vão quatorze anos… É tempo!

Depois que comecei, nunca parei. Experimentei o Fedora 4 (é de meados de 2005) e logo depois o Debian Sarge (do mesmo ano) e, daí pra frente, testei inúmeras distros, reservando o Ubuntu para trabalhar quando possível (até a introdução do PJE no TJSP, que só funcionava com o Windows, usava apenas Linux no meu escritório).

Este Blog é de 2012, ou de seis anos atrás. Tinha movimento razoável, pois havia uma série de dicas que um usuário de Linux com alguma experiência podia passar aos iniciantes. Hoje em dia, ou melhor, a partir de 2014, usar Linux estava tão fácil que era difícil arranjar o que postar aqui.

Mas não vou deixar de postar aqui sempre que achar relevante a minha intervenção. Gosto de ajudar o próximo e gosto muito do Sistema do Pinguim.

Então, caso eu demore a incluir algo aqui, não pense que desisti.

E para quem não sabe, também posso ser “encontrado” no site “Viva o Linux”.

Google Chrome pesado?

Sim, o Google Chrome, meu navegador preferido, está pesado no Linux e também no Windows.

Demora a abrir e “anda” devagar, mas tem a vantagem de estar conectado à minha conta do Google e sincronizar todos os meus computadores (e também meu telefone).

Como manter as vantagens e ganhar um navegador mais rápido?

Tente o Chromium, que pode ser instalado diretamente no Ubuntu ou no Debian. No Ubuntu, o pacote é “chromium-browser“; no Debian, apenas “chromium“.

Pelo apt/terminal, no Ubuntu e derivados (eu uso Ubuntu e Xubuntu), utilize:

sudo apt install chromium-browser chromium-browser-l10n

No Debian, como root, use:

apt install chromium chromium-l10n

Logando-se na sua conta do Google pelo Chromium, as já mencionadas vantagens do Google Chrome estarão presentes.

No Windows, o Chromium pode ser baixado em

https://www.chromium.org/getting-involved/download-chromium

Para instalar basta um duplo-clique no arquivo baixado, obviamente.

Conforme prometido

Segue um xorg.conf para corrigir resolução de tela, lembrando que os “modeline” devem ser obtidos conforme a minha dica sobre o assunto, publicada aqui há muito tempo e ainda atual.

O Driver dessa configuração é o Intel “i915”. Troque pelo seu, se for o caso.

## salve como xorg.conf na pasta /etc/X11 ou /usr/share/X11/xorg.conf.d/
## as pastas já existem e têm acesso pelo root/sudo, valendo a segunda
## para as versões mais novas do Ubuntu

Section "Device"
 Identifier "Card0"
 Driver "i915"
 EndSection

Section "Monitor"
 Identifier "Monitor0"
 Modeline "1920x1080_60.00" 173.00 1920 2048 2248 2576 1080 1083 1088 1120 -hsync +vsync
 Modeline "1440x900_60.00" 106.50 1440 1528 1672 1904 900 903 909 934 -hsync +vsync
 Modeline "1280x720_60.00" 74.50 1280 1344 1472 1664 720 723 728 748 -hsync +vsync
 Modeline "1024x600_60.00" 49.00 1024 1072 1168 1312 600 603 613 624 -hsync +vsync
 EndSection

Section "Screen"
 Identifier "Screen0"
 Device "Card0"
 Monitor "Monitor0"
 SubSection "Display"
 Modes "1920x1080_60.00" "1440x900_60.00" "1280x720_60.00" "1024x600_60.00"
 EndSubSection
 EndSection

 

Livrando-se do “ctrl + delete” no Debian 8

Instalei o Debian 8 “Jessie” no meu netbook e gostei do desempenho, que achei mais do que razoável para uma máquina AMD C50.

Mas não gostei do que eu já tinha visto no Fedora 19, que era o Nautilus exigindo a combinação de teclas “ctrl + delete” para mandar um arquivo para a lixeira.

Livrar-se do “ctrl” para usar apenas o “delete” demanda a modificação de uma configuração e a edição de um arquivo, assim:

– Configuração:

a) abra o dconf-editor e caminha até a chave “org -> gnome -> desktop -> interface”

b) habilite a opção “can-change-accels”

c) rode no terminal

nautilus -q

para reiniciar o gerenciador de arquivos “nautilus”

– Edição do arquivo:

d) pelo terminal rode

gedit ~/.config/nautilus/accels

e) mude a quinta linha, que deve ficar assim:

(gtk_accel_path "/DirViewActions/Trash" "Delete")

(é preciso tirar o “;” do começo da linha e deixar o “Delete” sozinho, apagando o que fica antes dele).

f) após salvar o arquivo, reinicie sua sessão ou rode, mais uma vez,

nautilus -q

Experimente agora mandar um arquivo selecionado para a lixeira apenas com a tecla “delete”.