Corrigindo “tap” no touchpad do Lubuntu

Este texto já foi em parte publicado anos atrás no VOL sob o título MELHORANDO O USO DO TOUCHPAD NO LUBUNTU. O duro é saber que até hoje não corrigiram isso no LXDE ou no próprio Lubuntu, que voltei a utilizar no meu netbook Asus.

No mesmo netbook tenho também o Redcore Linux, com LXQt, instalado. E no LXQt o tap-to-click funciona de plano, sem necessidade de qualquer alteração. Vá entender!

Mas é melhor passar ao que realmente interessa.

O Lubuntu vem com o tap-to-click (toque igual a clique) habilitado, mas emular um duplo clique só funciona com três toques seguidos. Isso ocorre porque o tempo entre cliques vem setado num valor muito baixo. A correção, aumentando o tempo entre os “toques” ou “cliques”, pode ser feita assim:

$ leafpad .gtkrc-2.0.mine
(usei o editor “leafpad”, mas é possível usar outros, como o “nano”).

O comando cria um arquivo vazio na pasta do usuário (/home/seu_usuário), de nome “.gtkrc-2.0.mine”, no qual basta inserir a linha abaixo, salvando o novo arquivo e fechando o editor.

gtk-double-click-time=1000

Notem que é preciso reiniciar a sessão para implementar a mudança.

Há uma outra forma de alterar o valor acima, pelo menu: “Preferências” -> “Gerenciador de Configurações do Openbox”.

Clicando em “mouse” é possível aumentar a “duração do clique duplo” para 1000, mas não funciona. Talvez porque algum script de inicialização reescreva o arquivo onde o obconf salva essa mudança.

Em suma, apenas o modo texto de fazer a mudança funciona.

QuickTile: Grid sem Compiz

Você gosta do Grid?

Não sabe o que é?

Simples. É o que no Windows 7 chama-se Aero Snap, e permite que você arraste uma janela para cima e a maximize, ou arraste-a para a lateral e faça com que ela ocupe exatamente a metade da tela (efeito que permite dividir a tela entre duas janelas, ou aplicativos, de maneira fácil).

No Compiz, essa função ganhou o nome de Grid (ou “grelha”, em alusão à divisão em quadrados) e era realizada com o teclado, unicamente. No Gnome 3, no Unity e até no XFCE 4.10, ela passou a ser realizada também com o mouse,  exatamente como no Windows 7.

Bom, sabemos que o Mate, fork do Gnome 2, e o LXDE, ambiente leve baseado em OpenBox, até rodam o Compiz, mas isso nem sempre é possível (compatibilidade de hardware) ou desejável (máquinas limitadas). E o Grid faz falta nesses dois ambientes, pois a facilidade de dividir a tela torna o usuário mais produtivo.

E exatamente aí que entra o QuickTile, que pode ser baixado no respectivo site:

A instalação é bem simples, mas depende de algumas providências prévias:

Instale as dependências para o Ubuntu/Linux Mint:

* Python 2.x
* PyGTK 2.2
* python-xlib
* dbus-python

sudo apt-get install python python-dbus python-xlib python-gtk2

Rode o comando de instalação após descompactar o pacote do QuickTile:

sudo ./setup.py install

Depois disso, reinicie a interface gráfica e teste o QuickTile com os atalhos de teclado (os números são do “teclado numérico”, ou “keypad”):

Ctrl + Alt + 4 = janela na metade esquerda da tela

Ctrl + Alt + 6 = janela na metade direita da tela

Há opções para maximizar (5), usar as metades superior e inferior (2 e 8) e cantos superiores e inferiores, esquerdos e direitos (quatro janelas: 1, 3, 7 e 9).

Lubuntu: troque o network-manager pelo wicd

O network-manager tem um bug que faz com que o disco rígido não seja desmontado corretamente no desligamento do Lubuntu 12.10.

Como consequência, o fsck é rodado para verificar o disco rígido a cada boot.

Para resolver o problema, resolvi trocar o network-manager pelo wicd, já que não estou usando Gnome e os dois fazem o mesmo “serviço”. E funcionou!

Primeiro, instalei o wicd:

$ sudo apt-get install wicd

Depois, removi o network-manager:

$ sudo apt-get --purge autoremove network-manager

Então, reiniciei o computador e configurei minha conexão no wicd sem maiores problemas.

LXDE, Compiz e Emerald: combinação interessante

Tenho instalado aqui, num core2duo com quatro anos de bons serviços prestados, o Ubuntu 12.10 Gnome Remix, ou seja, sem o Unity e com o Gnome Shell.

Funciona bem, mas não é rápido como eu gostaria que fosse, razão pela qual comecei a ‘experimentar’ com ele, ou ‘nele’.

Minha primeira experiência foi instalar o XFCE 4.10, que provou ser mais rápido que o Gnome Shell, mas por pouco, muito pouco.

Não satisfeito com essa pequena diferença, resolvi instalar o LXDE e gostei bastante do resultado, mesmo utilizando Compiz para ter efeitos (adoro poder jogar as janelas para o lado e dividir a tela entre duas delas) e o Emerald, compilado por mim (disponibilizei os pacotes aqui, no blog), para ter janelas decoradas com algo mais bonito e ‘moderno’ que o OpenBox.

Resumindo e encerrando, LXDE, melhorado com Compiz e Emerald, provou ser uma solução bonita e rápida para um desktop de trabalho.