Certificado Digital – Peticionamento Eletrônico – Linux Atual 64 bits

OBSERVAÇÃO: sigam a dica do comentário abaixo, pois sem o pacote em questão este tutorial não funciona mais. Funcionava quando escrito, mas o pacote libgdbm_compat.so.3 foi removido dos repositórios e não é mais instalado como dependência daqueles listados neste passo a passo. Segue o comentário do leitor Julian:

Finalmente, consegui fazer funcionar!!! Deixo registrada a solução para o próximo…
O problema era uma dependência no arquivo libaetpkss.so.3. Com o comando “ldd -r /usr/lib/libaetpkss.so.3” descobri que faltava a biblioteca libgdbm_compat.so.3.
Então, bastou ir em https://launchpad.net/ubuntu/bionic/amd64/libgdbm3/1.8.3-14 e instalar essa biblioteca.
Agora o peticionamento eletrônico no TJSC funciona perfeitamente.

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A instalação do PJe para uso no TJSP foi testada no Ubuntu LTS novo (18.04), no Debian Buster (versão testing),  no Linux Mint (18.3) e no Xubuntu novo (18.04).

Apenas no Ubuntu testei com Google Chrome. Nos demais, testei com o Firefox e o Chromium, este último, para quem não sabe, é a versão livre do Google Chrome.

Agora vamos ao que realmente interessa.

Passo 1) Atualize completamente o SO:

sudo apt update && sudo apt upgrade

Passo 2) Instale os seguintes pacotes:

sudo apt install libengine-pkcs11-openssl libp11-3 libpcsc-perl libccid libpcsclite1 pcscd pcsc-tools libasedrive-usb opensc libssl1.0.0 openssl libengine-pkcs11-openssl

Passo 3) Baixe da minha pasta do Google Drive as libs (bibliotecas) necessárias. Elas estão em arquivo compactado e devem ser copiadas — após descompactar o arquivo, obviamente — para a pasta /usr/lib. do seu sistema. Isso precisa ser feito como root (ou com sudo). Baixe clicando AQUI.

Explicação para o passo acima:

a) o pacote que instala essas libs é o “safesignidentityclient”, mas ele atualmente é incompatível com o Ubuntu, Mint ou Debian. Por isso ele quebra o apt quando instalado, mas deixa as libs que eu deixei para baixar e copiar para a pasta do sistema /usr/lib. Consertando o apt, as libs serão removidas juntamente com o pacote quebrado e, uma vez guardadas (copiadas para outra pasta,  antes do conserto), podem ser recopiadas para /usr/lib;

b) essa maneira de instalar as libs é a famosa gambiarra, mas o que importa (ao menos para mim) é que funciona;

c) caso você desconfie das minhas libs (isso não me chateia, garanto), faça a gambiarra você mesmo, assim:

1) baixe o safesignidentityclient, instale-o e copie as libs (veja os nomes no adendo, abaixo) para uma pasta reserva;

link para o safesignidentityclient (há outros, bastando você procurar) abaixo:

clique para baixar

2) conserte o apt (use o comando sudo apt install -f e veja o safesignidentityclient ser removido);

3) recopie as libs que você “reservou/copiou e guardou em outra pasta” para /usr/lib.

É mais fácil do que parece, garanto, especialmente se você usar, com cuidado, um gerenciador de arquivos como root.

Passo 4) Faça a instalação dos “plug-ins” ou extensões para Firefox e Chrome/Chromium, que você encontra AQUI.

Passo 5) A instalação dos “plug-ins” implicará no download de um novo pacote “deb” — websigner-setup-64.deb — que você também deve instalar.

Passo 6) Reinicie o sistema e teste o funcionamento do seu certificado digital no site do TJSP.

COMPLEMENTOS

— Repito que este modesto tutorial serve apenas para Linux de 64 bits. Não há porque usar Linux de 32 bits atualmente, ressalvada a hipótese de o processador não suportar os 64 bits (o que hoje é raro).

— Lista das libs para baixar (algumas são links que apontam para outra versão/nome de arquivo):

libaetdlss.so.3
libaetdlss.so.3.0
libaetdlss.so.3.0.2508
libaetjcss.so.3
libaetjcss.so.3.0
libaetjcss.so.3.0.2509
libaetpkss.so.3
libaetpkss.so.3.0
libaetpkss.so.3.0.2528

Essas são também as libs que você precisa copiar antes de remover o pacote quebrado, isso se não quiser usar as que eu deixei no meu Google Drive, prontas.

— Abaixo imagens do peticionamento nos meus sistemas/máquinas, na seguinte ordem: 1) Ubuntu (Desktop, tela Full HD); 2) Debian Testing (Desktop, tela Full HD); 3) Linux Mint (Notebook, tela HD); 4) Xubuntu (Netbook, tela de 1024×600).

Ubuntu, Mint e Xubuntu estão em suas últimas versões e devidamente atualizados; o Debian está além disso, pois uso a versão testing devidamente atualizada.

Ubuntu e Debian foram reconhecidos como SO apto, Mint e Xubuntu não foram. Mas eu sei que funciona também nos dois últimos, pois o importante não é o nome do SO. E se não funcionar para vocês, avisem aqui.

Até a próxima.

 

Gerenciando PPAs graficamente

Quem usa Ubuntu ou derivados dele, como o Linux Mint, pode gerenciar PPAs graficamente. Quem nos lembra disso é o companheiro de VOL “izaias”, que publicou a dica abaixo:

– Removendo PPAs graficamente no Ubuntu

Outra forma de fazer isso é utilizar um programa que se pode buscar num PPA. Trata-se do “Y PPA Manager”, cujas funções e instalação vêm bem descritas em outro link:

Como instalar Y PPA Manager 2014.04.17-1 no Ubuntu 14.04 e Linux Mint 16

Siga os links e divirta-se.

Fazer chroot no Ubuntu

Esta é uma excelente opção para consertar besteiras: usar um Live CD para fazer um chroot para o seu Ubuntu instalado no HD. Assim você vai trabalhar no Ubuntu instalado e poderá consertar o que eu mesmo tive que consertar outro dia (por erro, removi todos os kernels do meu Ubuntu).

Primeiro, dê boot pelo Live CD (pode ser qualquer um, do Ubuntu ou de outra distro que também rode “live”, mas que permita o uso de um terminal como root) e conecte-se à internet (se você vai precisar instalar qualquer coisa, vai precisar da conexão).

Agora abra um terminal e vamos ao primeiro passo:

mkdir /mnt/ubuntu

Agora você precisa saber onde estão as partições do seu Ubuntu. No meu caso, raiz (/) em /dev/sda2 e usuário (/home) em /dev/sda7.  Portanto:

sudo su (a partir daqui, todos os comandos serão do root)
mount /dev/sda2 /mnt/ubuntu
mount /dev/sda7 /mnt/ubuntu/home

Agora vamos deixar a internet ativa também no Ubuntu instalado:

cp -L /etc/resolv.conf /mnt/ubuntu/etc/resolv.conf

E montar alguns diretórios essenciais:

mount --bind /proc /mnt/ubuntu/proc
mount --bind /dev /mnt/ubuntu/dev
mount --bind /sys /mnt/ubuntu/sys

Agora, o chroot:

chroot /mnt/ubuntu /bin/bash

E você estará rodando o Ubuntu instalado no terminal, podendo resolver uma série de problemas.

Em tempo, caso você não tenha certeza de quais partições o Ubuntu instalado utiliza, poderá usar o comando:

sudo fdisk -l /dev/sda

Atualizando para o novo LTS

Como eu já disse aqui, o Ubuntu 14.04 já é beta.

Por conta disso, resolvi atualizar meu netbook que rodava o Ubuntu 13.10 pelo update-manager, a ferramenta gráfica criada pela equipe do Ubuntu para essa tarefa.

O primeiro passo está aqui:

atualiza-terminal

Após a abertura do programa de atualização virá a sequência de telas que segue:

atualiza1

atualiza2

atualiza3

atualiza4

atualiza5

atualiza6

Após a “limpeza”, o sistema será reiniciado e você terá seu novo Ubuntu disponível para uso.

Algumas observações:

1) ao atualizar a libc6, você receberá uma mensagem pedindo para reiniciar alguns serviços. Clique no botão marcado como “forward” para continuar;

2) o download de pacotes foi de cerca de 800 MB, o que, para mim, são alguns minutos. Se a sua conexão à internet é lenta, melhor fazer o processo durante a noite ou baixar a ISO e atualizar por ela (inserir o CD/DVD com a ISO gravada lhe dará a opção de atualizar, mas acho que se a imagem for apenas montada pelo terminal ou por um programa – o “Acetone ISO” está disponível nos repositórios – a opção de atualizar também será oferecida);

3) sempre baixe a ISO se precisar atualizar/instalar em mais de um computador.

 

Novo Ubuntu LTS chega a “beta”

Em 27 de março corrente, ontem, o Trusty Tahr ou Ubuntu 14-04-LTS chegou a seu primeiro e último “beta” e deve ser lançado oficialmente em 26 de abril próximo.

O novo Ubuntu traz várias novidades em relação ao Unity, melhorando a usabilidade e a confiabilidade desse DE. Essas novidades são objeto de descrições mais ou menos apuradas em diversos sítios que acompanharam todo o desenvolvimento da versão em questão.

O que me levou a escrever aqui, no entanto, não são as novidades ou melhorias, mais o curioso fato de que o novo LTS será suportado pelo mesmo prazo faltante ao suporte do anterior. Sim, pois o 12.04 conta com cinco (5) anos de suporte, e foi lançado há cerca de dois anos. O 14.04 vai contar com três (3) anos de suporte, e vai ser lançado agora.

Então, caros companheiros de Ubuntu, teremos duas versões LTS para escolher até 2017.

Y PPA Manager – gerencie seus PPAs com facilidade

O programa desta dica serve para o Ubuntu e seus derivados, todos eles.

Com ele você realiza tarefas complicadas com PPAs, como recuperar chaves, remover e adicionar fontes (PPAs) com segurança, corrigir erros de assinaturas GPG e outras mais, além de realizar buscas em todo o Launchpad por programas hospedados em PPAs.

Se você tem aí erros relacionados aos seus PPAs, recomendo o Y PPA Manager como possível solução.

Instalando:

sudo add-apt-repository ppa:webupd8team/y-ppa-manager -y
sudo apt-get update && sudo apt-get install y-ppa-manager

Para utilizar, procure o programa pelo Dash do Unity ou utilize o menu de sua interface gráfica preferida (KDE, XFCE, LXDE etc.).

O programa é bastante intuitivo, estando as opções mais interessantes no ícone “advanced“, conforme imagem abaixo:

y-ppa-manager
clique na imagem para ampliá-la

O único senão é que não há tradução, ou seja, você vai ter que usar o Y PPA Manager em inglês.

O melhor “Ubuntu” para o seu netbook

Tenho um Asus 1015-BX, um netbook com tela de dez polegadas que traz uma CPU AMD C-60 fazendo par com uma GPU Radeon 6290. Trata-se da plataforma AMD Brazos, antes Fusion, bastante comum também em notebooks “de entrada”.

Com o lançamento do Ubuntu 13.10, resolvi testar as opções de ambiente desktop para ter nesse netbook um sistema que rode rápido e sem engasgos.

Comecei com o Unity, a versão padrão, que rodou bem. Aliás, posso afirmar que já dá para usar o Unity num netbook, e isso com as vantagens a ele inerentes (o melhor aproveitamento da tela, para citar uma).

Em seguida, instalei o novíssimo Gnome 3.10 sobre o Ubuntu padrão via PPA, já que essa versão ainda não era estável o suficiente para ser lançada juntamente com o Ubuntu 13.10. O desempenho foi inferior, mas ainda bem próximo ao do Unity.

Como a versão oficial do Gnome no Ubuntu 13.10 é a 3.8, fiz também uma instalação limpa (“do zero”) do Ubuntu Gnome 13.10. O desempenho piorou.

Depois foi a vez do Xubuntu 13.10, que traz o XFCE 4.10 por padrão. Como era de se esperar, o sistema ficou mais esperto.

Não experimentei o Kubuntu 13.10 porque já tenho nesse netbook o Fedora 19 com o último KDE disponível (o 4.11.2), e sei que o desempenho fica entre o do Unity e o do Gnome Shell.

Também não instalei o Lubuntu 13.10, que é uma versão dirigida a máquinas com desempenho inferior ao da plataforma AMD Brazos. Além disso, o LXDE não chega a ser um ambiente desktop completo.

Minha conclusão, então.

A melhor opção para quem quer um computador rápido, que não “pense muito” após cada clique do mouse, é mesmo o Xubuntu. A diferença de desempenho entre o XFCE e o Gnome Shell, o último colocado, é facilmente sentida pelo usuário. Já a diferença entre o XFCE e o Unity não aparece tanto, mas está lá e é sentida, especialmente por aqueles que utilizam, concomitantemente, computadores com melhor hardware.

Minha próxima missão é testar o Mate no pequeno Asus, mas isso eu só farei quando for lançado o Linux Mint Mate baseado no Ubuntu 13.10.

Desligue o rolagem horizontal no Unity

Esta dica vale para o Unity do Ubuntu 13 (versão 04 ou 10, tanto faz). E acredito que funcionará também no Gnome Shell 3.6 e 3.8, cabendo a você descobrir se realmente funciona, já que eu não uso essa interface.

O configurador padrão para o touchpad não permite desabilitar o rolagem horizontal (horizontal scroll), que só
atrapalha em pequenos netbooks (no meu Asus 1015, por exemplo).

A solução que encontrei é usar o Dconf-Editor para desabilitar a função indesejada.

Para tanto, instale o Editor do Dconf como preferir (via Terminal, Central de Programas ou Synaptic). Pelo APT/Terminal, o jeito mais rápido, utilize o comando:

$ sudo apt-get install dconf-editor

Agora abra o Editor do Dconf pelo Dash (digite dconf e ele será mostrado) e navegue para a chave (painel esquerdo):

org > gnome > settings-daemon > peripherals > touchpad

desmarcando a opção (painel direito):

horiz-scroll-enabled

e usando o botão Definir padrão para terminar.

Agora é só usar seu touchpad sem que as telas sambem para os lados inadvertidamente.

Fonte desta dica aqui.

Em tempo: texto quase igual a este, e com algumas imagens, foi encaminhado a Seção de Dicas do VOL.

Ubuntu: Flash do Google Chrome no Chromium

Quem usa Linux há algum tempo sabe bem que o Adobe Flash Player for Linux parou na versão 11.2.x.x, que vem recebendo apenas patches de segurança.

Assim, para usar a última versão do Adobe Flash Player no Linux era necessário recorrer ao Adobe Pepper Flash do navegador Google Chrome, que muita gente rejeita por ser uma versão fechada (ou um fork) do navegador Chromium.

Aliás, exatamente por ser livre, o navegador Chromium está disponível na maioria das distros via repositórios oficiais, sendo sua instalação facilitada no Ubuntu.

Então, que tal obter o melhor de dois mundos, utilizando o Adobe Flash Player for Linux do Google Chrome, denominado Adobe Pepper Flash, no Chromium?

Isso é possível e este post vai lhe mostrar como.

Instale o navegador Chromium pela Central de Programas, como primeira providência,

Em seguida, habilite o PPA para o Adobe Pepper Flash no seu Ubuntu:

sudo add-apt-repository ppa:skunk/pepper-flash -y

Agora atualize as fontes e instale o pacote que vai cuidar de quase tudo automaticamente:

sudo apt-get update
sudo apt-get install pepflashplugin-installer

Finalmente, abra um arquivo de configuração do Chromium para acrescentar uma linha no final dele:

gksu gedit /etc/chromium-browser/default

ou

gksu gksu gedit /etc/chromium-browser/default
(a opção acima corrige um bug que abre no gedit, juntamente com o solicitado, um arquivo vazio)

E a linha a acrescentar é:

. /usr/lib/pepflashplugin-installer/pepflashplayer.sh
(há um ponto e um espaço antes do caminho para o arquivo)

Agora teste seu Adobe Pepper Flash  no Chromium, verificando que a versão dele agora é 11.9.x.x e não mais 11.2.x.x.

Caso venha a ter problemas com conteúdo em flash, desabilite o plugin nativo, caso o tenha instalado para uso com outros navegadores.

Para isso, acesse “chrome://plugins” (sem as aspas) pela barra de endereços do Chromium e faça as alterações como na imagem abaixo.

clique para ampliar
clique para ampliar

Caso sua lista de plugins apareça diferente da imagem, clique em “+ detalhes”, acima e à direita.

Este post foi inspirado por INSTALL PEPPER FLASH PLAYER FOR CHROMIUM IN UBUNTU VIA PPA.