Link para driver novo – Processo Judicial Eletrônico (PJE)

No artigo que escrevi sobre configuração do PJE no Ubuntu 18.04 e no Debian 9, um usuário do Ubuntu postou um link para um novo driver que, supostamente, funciona de pronto.

Ocorre que o site ao qual o endereço leva não está carregando e, como eu já havia baixado o driver, resolvi disponibiliza-lo aqui.

Não testei esse driver porque já tinha o PJE funcionando em meus computadores. Se alguém resolver testar, favor postar aqui o resultado.

Segue o link:

https://www.dropbox.com/s/nchgf2thly51ssk/sac10.0_linux.zip?dl=0

Use o driver por sua conta e risco porque, como eu disse, não o testei.

Recomendo a leitura do artigo sobre PJE que publiquei e os respectivos comentários.

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Tive a oportunidade de testar hoje e não funcionou no Ubuntu 18.04. O meu tutorial funcionou novamente, mas tive que instalar o pacote da observação que coloquei no início dele.

Corrigindo Erro do Pulse Audio no Debian

Uso o Debian Testing e o Pulseaudio não funcionava por aqui, o que me impedia de utilizar o Firefox normal (estava preso ao Firefox-esr, onde o som funcionava com o Alsa).

Pesquisei um bocado sobre isso e encontrei uma dica para resetar o Pulseaudio no site de suporte do Arch Linux.

Para isso, rode os dois comandos abaixo (o segundo como root/sudo):

$ rm -rf ~/.pulse* ~/.config/pulse
$ sudo rm -rf /tmp/pulse*

Depois disso recarregue o Pulseaudio e ele deve funcionar.

Comando para recarregar:

$ pulseaudio -D

Para ter certeza de que funcionou rode mais um comando:

$ systemctl --user status pulseaudio.*

A resposta deve, como a minha, conter: “Active: active (running)”. E a saída completa
será mais ou menos assim:

● pulseaudio.service - Sound Service
Loaded: loaded (/usr/lib/systemd/user/pulseaudio.service; disabled; vendor pr
Active: active (running) since Tue 2018-08-07 02:17:20 -03; 16min ago
Main PID: 780 (pulseaudio)
CGroup: /user.slice/user-1000.slice/user@1000.service/pulseaudio.service
└─780 /usr/bin/pulseaudio --daemonize=no

● pulseaudio.socket - Sound System
Loaded: loaded (/usr/lib/systemd/user/pulseaudio.socket; disabled; vendor pre
Active: active (running) since Tue 2018-08-07 02:15:40 -03; 18min ago
Listen: /run/user/1000/pulse/native (Stream)
CGroup: /user.slice/user-1000.slice/user@1000.service/pulseaudio.socket

Transformando o seu Debian em Testing

Eu sou usuário do Debian Testing, que é quase um sistema rolling release. Ele só deixa de ser um sistema rolling  quando se transforma numa nova versão estável do Debian, mas isso por pouco tempo, já que meu apt está sempre apontado para os repositórios de teste.

Para utiliza-lo é preciso instalar o Debian Estável e, em seguida, alterar ou criar os três arquivos abaixo. É óbvio que, caso você já utilize o Debian Estável, não precisa reinstala-lo, bastando alterar os arquivos aqui indicados, a saber:

Primeiro: o arquivo sources.list, que fica em /etc/apt/, deve ficar assim:

deb http://ftp.br.debian.org/debian/ testing main
# deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ testing main

deb http://security.debian.org/debian-security/ testing/updates main contrib
# deb-src http://security.debian.org/debian-security/ testing/updates contrib main

# testing-updates, previously known as 'volatile'
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ testing-updates main contrib
# deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ testing-updates contrib main

#Non-free
deb http://deb.debian.org/debian/ testing main contrib non-free
# deb-src http://deb.debian.org/debian/ testing main contrib non-free

# multimedia
deb http://www.deb-multimedia.org/ testing main non-free
deb http://www.deb-multimedia.org/ stable-backports main

# Debian Stable
deb http://deb.debian.org/debian/ stable main contrib non-free

# Debian Unstable
deb http://deb.debian.org/debian/ unstable main contrib non-free

# Debian Experimental
deb http://deb.debian.org/debian/ experimental main contrib non-free

Segundo: o arquivo apt.conf, também localizado em /etc/apt/, fica assim:

APT::Default-Release "testing";

Terceiro: finalmente, o arquivo preferences, mais uma vez em /etc/apt/, deve estar assim:

Package: *
Pin: release a=testing
Pin-Priority:500

Package: *
Pin: release a=stable
Pin-Priority: 50

Package: *
Pin: release a=unstable
Pin-Priority: 50

Package: *
Pin: release a=experimental
Pin-Priority: 50

Depois de configurar os arquivos acima, atualize seu sistema pelo apt e seu Debian passará a ser a versão atualmente em teste, ou seja, um legítimo Debian Testing.

Essas configurações podem ser encontradas em vários arquivos e dicas espalhadas pela internet, sendo postadas aqui apenas porque eu sou um dos que as utilizam.

Livrando-se do “ctrl + delete” no Debian 8

Instalei o Debian 8 “Jessie” no meu netbook e gostei do desempenho, que achei mais do que razoável para uma máquina AMD C50.

Mas não gostei do que eu já tinha visto no Fedora 19, que era o Nautilus exigindo a combinação de teclas “ctrl + delete” para mandar um arquivo para a lixeira.

Livrar-se do “ctrl” para usar apenas o “delete” demanda a modificação de uma configuração e a edição de um arquivo, assim:

– Configuração:

a) abra o dconf-editor e caminha até a chave “org -> gnome -> desktop -> interface”

b) habilite a opção “can-change-accels”

c) rode no terminal

nautilus -q

para reiniciar o gerenciador de arquivos “nautilus”

– Edição do arquivo:

d) pelo terminal rode

gedit ~/.config/nautilus/accels

e) mude a quinta linha, que deve ficar assim:

(gtk_accel_path "/DirViewActions/Trash" "Delete")

(é preciso tirar o “;” do começo da linha e deixar o “Delete” sozinho, apagando o que fica antes dele).

f) após salvar o arquivo, reinicie sua sessão ou rode, mais uma vez,

nautilus -q

Experimente agora mandar um arquivo selecionado para a lixeira apenas com a tecla “delete”.

Easymp3gain-qt para KDE em Ubuntu e Debian

Primeiro, instale o pacote mp3gain e uma dependência, assim:

sudo apt-get install mp3gain libqt4pas5

Depois baixe os dois pacotes abaixo (são do repositório do Debian Sid, mas estão na minha pasta do Google Drive para facilitar as coisas):

Se você ainda usa um SO de 32 bits, baixe a versão correta do primeiro pacote, abaixo:

Depois de baixar, instale os dois pacotes (o pacote data serve para 32 e 64 bits, indistintamente). A instalação pelo terminal seria:

dpkg -i easy*.deb

Se preferir a instalação gráfica, via duplo-clique em cada pacote baixado, comece pelo easymp3gain-data, pois o easymp3gain-qt depende dele.

Agora você poderá abrir a GUI EasyMP3Gain pelo menu do seu KDE sem erros absurdos.

Esta dica deve funcionar no Kubuntu 12.04  ou superior (onde foi testada) e no Debian 7 ou superior.

Testei também no Unity do Ubuntu 12.04.3 e funcionou muito bem.

Google Chrome estável no Debian 7 “Wheezy”

Ensino aqui como instalar pelo repositório, o que implica em ter resolução automática das dependências e o navegador sempre atualizado.

Comece adicionando o repositório a um arquivo de fontes (próprio, sem interferência nas fontes do sistema padrão):

sudo echo "deb http://dl.google.com/linux/chrome/deb/ stable main" >> /etc/apt/sources.list.d/google-chrome.list

Agora rode:

apt-get update

Vai aparecer um erro de assinatura, que precisa ser corrigido com o seguinte comando:

gpg --keyserver subkeys.pgp.net --recv-key A040830F7FAC5991 && gpg -a --export $PUBKRY | sudo apt-key add -

Agora atualize as fontes e instale, num único comando:

sudo apt-get update && sudo apt-get install google-chrome-stable

E é só.

Debian Wheezy

Como muitos já devem saber, após dois anos e três meses de trabalho da Equipe Debian, o Wheezy, apelido dado ao Debian 7 quando ele se tornou testing, foi considerado estável e oficialmente lançado (04.05.2013).

Muitos também já devem conhecer o funcionamento do Projeto Debian e saber que ele trabalha com três versões simultâneas: 1) o Sid, que nunca muda de nome, é a eterna versão instável (unstable) e a porta de entrada de toda nova versão de um pacote (software) utilizado pelo projeto; 2) o teste (testing), que agora atende por Jessie, recebe os pacotes do Sid que são minimamente funcionais até ser “congelado”,  entrando em esquema de pré-lançamento de uma nova versão estável, que manterá o nome recebido quando de sua “criação”; 3) o estável (stable), que agora é o Wheezy.

O Debian ainda mantém atualizações de segurança para o old stable, ou seja, o Debian de versão imediatamente anterior, por um ano. Essas atualizações irão para o Debian 6, de nome Squeeze.

Assim que lançado um novo Debian estável, as três versões ficam muito parecidas, mas logo se acentuam as diferenças com a entrada de novas versões de pacotes no Sid e no teste, enquanto no estável entram basicamente as atualizações de segurança.

Já deu para ver que o trabalho da Equipe Debian é árduo e ininterrupto, tudo para trazer aos usuários da distribuição o que houver de melhor em pacotes, segundo o conceito Debian, ou seja, prioriza-se a estabilidade, a confiabilidade e a segurança.

Lançado o Wheezy, que é sobretudo um sistema sólido, que realmente funciona, vi pela internet algumas reclamações que, em síntese, acusam-no  de ser um sistema pesado e de baixo desempenho, contendo sérias incompatibilidades com hardware gráfico comum.

Como fã do Projeto Debian, escrevo aqui para lembrar que o Debian Squeeze já tem dois anos de vida, aos quais podem ser somados mais dois do Lenny, o que significa dizer que um computador que rodava o  Lenny pode não rodar o Wheezy.

Como é evidente, ressalvada a geração de computadores surgida logo após o lançamento do Windows Vista, em 2007, sabidamente parruda (o Windows Vista era “duro de molejo”), muitas máquinas  que rodavam o Squeeze vão engasgar com Wheezy, e isso é absolutamente normal.

Resumindo, o Projeto Debian fez e faz um excelente trabalho em prol do GNU/linux e do FOSS em geral, lançando, sempre “quando estiver pronta”, uma distribuição GNU/Linux de altíssima qualidade e confiabilidade. Sendo assim, quaisquer reclamações sobre o desktop padrão Wheezy, sobretudo quanto ao desempenho e a compatibilidade com hardware gráfico, devem ser debitadas muito mais ao Gnome 3 do que ao próprio Debian 7.

Vale, ainda, postar um lembrete: atualize seu hardware se quiser atualizar seu software, pois o GNU/Linux também “engorda” com o tempo, exigindo mais recursos para entregar mais funcionalidade.

Falando em Linux simples e bonito…

Aqueles que se interessaram pelo Linux recentemente talvez não tenham ouvido falar do DreamLinux, uma distro brasileira, baseada no Debian “testing”, que fez sucesso “em inglês”.

Como assim, “em inglês”? Simples. O DreamLinux, também conhecido como DL, tinha muito mais usuários estrangeiros do que brasileiros e por isso seus desenvolvedores passaram a dar mais atenção às versões em inglês do site e do fórum que mantinham. Mais tarde, eles  simplesmente abandonaram as versões em nosso idioma, até mesmo para as imagens ISO disponibilizadas, que rodavam e instalavam o sistema somente em inglês.

O abandono do nosso idioma fez os usuários brasileiros desistirem da distro, e o sucesso que vinha de fora não durou muito.

Pena, pois o DreamLinux tinha o desktop XFCE mais bonito que eu já vi.

E  porque o DreamLinux era bonito, penso eu, seus criadores ainda disponibilizam os temas e ícones que criaram para o XFCE, que podem ser baixados no ainda mantido Blog da distro, que pode ser acessado clicando aqui.

Aos que usam o XFCE, recomendo experimentar os temas e ícones do DreamLinux,  mas façam isso logo, pois não se sabe por quanto tempo eles ainda estarão disponíveis para download.

Abaixo, meu XFCE com os temas e ícones do DreamLinux. 

teste
clique na imagem para ampliar

Não se esqueçam de instalar as engines GTK2  pixbuf e aurora, bem com a biblioteca librsvg (no blog, está como libsrvg, ou seja, com o nome errado).

Mais um Debian “tunado”

Baseado no Debian Squeeze, 6.0.x, com Gnome 2 em estilo “tradicional”, mas com uma “arte” mais caprichada.

Além disso, já vem com aquilo que todos os usuários devem instalar para uso diário: codecs, Adobe Flash, Java etc.

Trata-se do SnowLinux 3.1 “Crystall”.

E se você tem espírito aventureiro e gosta de modernidade, pode partir para o Snowlinux 4 “Glacier”, baseado no futuro Debian 7, ou Wheezy.

O “Glacier” pode vir com Mate, uma “continuação” (fork) do Gnome 2, Cinnamon, um shell alternativo para o Gnone 3, com um “jeitão” mais tradicional, XFCE ou E17.

Concluindo, se você quer experimentar o Debian, mas lhe falta coragem para começar com um SO “cru”, o SnowLinux pode ser uma boa opção.