Dica de distribuição com KDE 4.11

Desde que foi lançado o KDE 4.11, estive curiosíssimo para testá-lo, já que se trata de uma versão com suporte de longo prazo (LTS), segundo o time que cuida daquele DE.

Primeiro, tentei uma instalação via PPA no meu Linux Mint 15, que já tinha o KDE 4.10.5, e o sistema quebrou.

Estando sem paciência para consertar o Mint, parti para o PCLinuxOS, que costuma atualizar o KDE para última versão rapidamente (o que, infelizmente, não ocorreu)

Sem previsão para ter o KDE 4.11 no PCLinuxOS, e com alguns outros problemas, resolvi instalar o Slackware current com pacotes do KDE 4.11 do Alien Bob. E quando já estava baixando o Slackel (uma derivada grega do Slackware que já vem current e em apenas um CD), descobri o OS4 OpenLinux, que além de vir com o almejado KDE 4.11, é derivado do Ubuntu 12.0.3 LTS (tem suporte até 2017, portanto) e tem acesso a todo o universo de PPAs que eu tanto aprecio.

Baixada a imagem ISO e instalado o OS4 OpenLinux 13.7 no meu HD via UnetBootIn, tive algumas surpresas:

a) não instalou o nosso idioma, apesar de selecionado;

b) havia erros de chave nos repositórios;

c) o LibreOffice estava instalado sem integração com o KDE;

d) a configuração do KDE excluía os efeitos (até as  sombras estavam desabilitadas na decoração das janelas);

e) o menu utilizado é o clássico, e não o moderno.

Algumas das questões acima são fáceis de resolver, outras nem tanto, especialmente para um usuário de primeira viagem do GNU/Linux ou mesmo do KDE.

Por conta disso, recomendo o OS4 OpenLinux para os iniciados porque, após ter resolvido os problemas elencados, ele está rodando liso e estável no meu HD.

Pagina da distro no Distrowatch.com aqui.

Screenshot da distro, após os ajustes que fiz, aqui.

 

OCR gráfico

Algumas postagens atrás,  tratei do assunto OCR, explicando como processar um PDF em linha de comando usando o Tesseract OCR.

Agora, volto ao assunto porque descobri uma GUI para o Tesseract OCR. Trata-se do programa gImageReader.

O gImageReader é um programa em GTK para Linux que pode ser baixado em deb ou em rpm a partir do seguinte endereço:

http://sourceforge.net/projects/gimagereader/

Para usar gImageReader, selecione um PDF (não precisa mais converter) ou uma imagem da qual você deseja extrair texto e clique em “Recognize all” (não há tradução para a interface) para processar toda a página. Você pode também usar o mouse para desenhar uma seleção na imagem aberta e, em seguida, clicar em “Recognize selection” para extrair apenas uma parte do documento.

Se você já instalou o Tesseract OCR seguindo a postagem anterior, baixe o deb do gImageReader, instalando-o com um duplo clique no seu Ubuntu.

Eu mesmo instalei o gImageReader  no Ubuntu 12.04.3 e posso dizer que fiquei muito satisfeito com os resultados até o momento obtidos.

Android 4.x.x no Kubuntu

A dica serve para o Ubuntu ou Mint onde você resolveu instalar o KDE. Serve para Mint KDE “de fábrica”, Kubuntu e outras distros baseadas no Ubuntu que trazem KDE por padrão (lembro, de pronto, do OS/4 Openlinux — que estou usando — e do Netrunner).

O Ubuntu base deve ser 12.04 ou o 12.10. No 13.04, teste antes de qualquer alteração, pois é provável que seu dispositivo Android seja reconhecido numa instalação padrão.

Vamos ao que interessa, então.

Primeiro, faça a instalação do novo GVFS (Gnome Virtual File System) com suporte a MTP (Multimedia Transfer Protocol), assim:

sudo add-apt-repository ppa:langdalepl/gvfs-mtp -y
sudo apt-get update
sudo apt-get dist-upgrade
 

Depois de reiniciar o sistema, habilite mais um PPA e instale o pacote kio-mtp, assim:

sudo apt-add-repository ppa:philschmidt/ppa-kio-mtp-daily -y
sudo apt-get update
sudo apt-get install kio-mtp

Agora é só plugar seu smartphone, com a opção de sincronização multimídia (MTP em alguns modelos) habilitada, para que ele seja rapidamente reconhecido pelo KDE e possa ser aberto no Dolphin, o gerenciador de arquivos padrão.

Corrigindo erros de chave GPG no Ubuntu

A vantagem, nesta dica, é que você vai ter que usar apenas um comando. Um comando “grande”, é verdade, mas que resolve todos os erros do tipo:

W: Erro GPG: http://ppa.launchpad.net precise Release: As assinaturas a seguir não puderam ser verificadas devido à chave pública não estar disponível: NO_PUBKEY 1196BA81F6B0FC61

Qual é o comando? Bom, primeiro digo que ele precisa ser rodado como root por inteiro, então faça isso primeiro:

$ sudo su -

E depois rode, num único comando, todo o texto abaixo:

# apt-get update 2> /tmp/keymissing; for key in $(grep "NO_PUBKEY" /tmp/keymissing |sed "s/.*NO_PUBKEY //"); do echo -e "\nProcessing key: $key"; gpg --keyserver subkeys.pgp.net --recv $key && sudo gpg --export --armor $key | apt-key add -; done

Para confirmar a correção dos erros, rode novamente:

# apt-get update

OBS.: “$” e “#” não fazem parte dos comandos; o primeiro indica que o comando é do usuário e o segundo indica que o comando é do root.

OCR no Ubuntu

Presumo que você saiba o que é OCR (Optical Character Recognition, ou em nosso idioma, Reconhecimento Óptico de Caracteres). Num resumo simples, você precisa dele quando quer copiar e colar a partir de um texto salvo como uma imagem.

Caso você não tenha uma imagem pronta, ou seja, se ainda vai escanear o documento, a opção é usar o gscan2pdf, um programa que escaneia e faz o OCR concomitantemente. Ele, o gscan2pdf, é gráfico e intuitivo, razão pela qual vou deixar você mesmo lidar com ele.

A dica, aqui, é pertinente para quem já tem o PDF, ou seja, já tem a imagem pronta, pois não conheço programa capaz de escanear um PDF diretamente. Mas há solução, como sempre envolvendo um pouco de linha de comando.

Primeiro vamos instalar tudo que precisamos:

$ sudo apt-get install tesseract-ocr tesseract-ocr-por gscan2pdf imagemagick nautilus-open-terminal

Reiniciamos o sistema, para evitar problemas com os novos programas/configurações.

Agora, navegamos até a pasta onde está nosso PDF pelo Nautilus (Gerenciador de Arquivos) e clicamos com o direito do mouse num espaço vazio da janela da direita, escolhendo “Abrir num terminal”. No terminal aberto, já na pasta onde o PDF está, primeiro o convertemos para uma imagem aceita pelo Tesseract, nosso programa de OCR. O comando para isso é:

$ convert -density 300 arquivo.pdf -depth 8 arquivo.tiff

Troque arquivo.pdf pelo nome do “seu” PDF, sendo arquivo.tiff o arquivo de saída, convertido e contendo tantas páginas quanto o PDF que lhe deu origem (você pode confirmar isso abrindo-o com o Evince, o leitor de PDF padrão do Ubuntu).

Note que a conversão deve levar tempo proporcional ao número de páginas do PDF original e o arquivo resultante deve ocupar bastante espaço, pois será de alta resolução para facilitar o OCR, que devemos rodar em seguida com o comando:

$ tesseract arquivo.tiff texto -l por

No comando acima, o arquivo TIFF resultante da conversão do PDF será lido e o resultado em texto integrará o arquivo texto, que terá a extensão TXT por padrão. Finalmente, a opção “-l por” indica que o texto a ser lido está em português.

Complicado? Nem tanto.

E para mim, ser capaz de fazer isso é uma tremenda mão-na-roda, sobretudo quando preciso fazer várias citações de um determinado texto, ou mesmo copiar descrições monótonas de certidões oficiais.

Reembolso pelo Windows pré-instalado

É uma grande dor-de-cabeça pedir o reembolso pelo Windows pré-instalado num notebook comprado das grandes redes varejistas, que sabidamente os vendem pelos melhores preços.

Apesar de muitos juristas entenderem que há uma “venda casada” de hardware e software, eu não acho que seja o caso.

Então, pergunta você: Se não há venda casada, haverá direito ao reembolso?

A resposta é sim, pois o Windows exige do usuário, geralmente no primeiro boot, a aceitação do respectivo EULA  (sigla em inglês para “contrato de licenciamento ao usuário final”).

Então, apesar de completar um produto, afastando a venda casada (minha opinião, repito), o sistema operacional da Microsoft exige que você aceite uma licença, estabelecendo de antemão que, caso você a rejeite, será reembolsado pelo custo dessa mesma licença.

Isso significa dizer que hipótese mais escancarada do direito ao reembolso não haverá em outra fonte que não o próprio contrato proposto pela Microsoft.

Resumindo: rejeite a licença (EULA), documente esse fato (uma foto da tela do computador é o que basta) e peça o reembolso, primeiro diretamente à loja e ao fabricante. E caso não seja atendido (o que é mais do que provável), peça judicialmente.

Abaixo um relato sobre o tema:

Como pedir “reembolso pelo Windows, com danos morais”

Leia, pois a descrição do que lhe espera é detalhada.

Certificado Digital no Linux (Ubuntu)

Como dito no meu perfil, sou advogado e, como tal, sou agora “obrigado” a usar um certificado digital do tipo e-CPF para poder peticionar na justiça paulista.

O processo digital não é novidade, e vem sendo utilizado desde 2009 no Superior Tribunal de Justiça, e um pouco mais tarde no Supremo Tribunal Federal.

A boa notícia a ser dada aqui é que, ao menos no Tribunal de Justiça de São Paulo, consegui peticionar eletronicamente usando Ubuntu 12.04 64 bits, Firefox e Java “original”.

A má notícia é que o Superior Tribunal de Justiça não aceitou meu certificado por erro no applet java, restando testar se a autenticação funciona no Windows.

Num país que incentiva o SL/FOSS, como diz ser o nosso, é inaceitável que a certificação eletrônica só possa ser utilizada com software proprietário, ou não é?

Vamos ver como progride a questão, adiantado que pretendo escrever um roteiro de como utilizar o e-CPF no Ubuntu para publicação aqui.