O Windows é fácil…

Vivem dizendo por aí que usar Windows é mais fácil que usar Linux, mas tenho minhas dúvidas.

Vejamos minha experiência de hoje com um desktop novo, adquirido com o Windows 8, que já foi substituído pelo Windows 8.1 ( pelo menos, ele é gratuito para quem já tem o 8).

Ligando o desktop recém saído da caixa, fui recebido pela tela de aceitação da licença do Windows 8 (até aí, nada de novo)  e pela informação de que eu tinha 64 atualizações a fazer, com previsão de 400 MB de download.

Ocorre que  eu já havia passado por toda uma infindável série de atualizações do Windows 8 no notebook que comprei para minha filha, e isso para depois ver disponível na “Windows Store” (não no “Winodws Update”, como seria lógico) uma atualização gigantesca (são mais de 3 GB de download) para o Windows 8.1.

Foi aí que tive a ideia (lógica, penso eu) de atualizar diretamente para o 8.1 pela “Store”, ou, em outras palavras, pensei em deixar de lado as atualizações do 8 e instalar logo o 8.1.

E seguindo esse caminho simplesmente não encontrei a opção de atualizar para o 8.1 na “Store”, pois a Microsoft não deixa seus usuários fazerem o que seria lógico. Com efeito, apenas após instalar todas as atualizações do Windows 8 (mais de 1 GB, pelos meus cálculos), em mais de uma etapa, o usuário verá na “Store” a atualização para o Windows 8.1.

Fácil ou complicado? Respondam vocês.

Y PPA Manager – gerencie seus PPAs com facilidade

O programa desta dica serve para o Ubuntu e seus derivados, todos eles.

Com ele você realiza tarefas complicadas com PPAs, como recuperar chaves, remover e adicionar fontes (PPAs) com segurança, corrigir erros de assinaturas GPG e outras mais, além de realizar buscas em todo o Launchpad por programas hospedados em PPAs.

Se você tem aí erros relacionados aos seus PPAs, recomendo o Y PPA Manager como possível solução.

Instalando:

sudo add-apt-repository ppa:webupd8team/y-ppa-manager -y
sudo apt-get update && sudo apt-get install y-ppa-manager

Para utilizar, procure o programa pelo Dash do Unity ou utilize o menu de sua interface gráfica preferida (KDE, XFCE, LXDE etc.).

O programa é bastante intuitivo, estando as opções mais interessantes no ícone “advanced“, conforme imagem abaixo:

y-ppa-manager
clique na imagem para ampliá-la

O único senão é que não há tradução, ou seja, você vai ter que usar o Y PPA Manager em inglês.

O melhor “Ubuntu” para o seu netbook

Tenho um Asus 1015-BX, um netbook com tela de dez polegadas que traz uma CPU AMD C-60 fazendo par com uma GPU Radeon 6290. Trata-se da plataforma AMD Brazos, antes Fusion, bastante comum também em notebooks “de entrada”.

Com o lançamento do Ubuntu 13.10, resolvi testar as opções de ambiente desktop para ter nesse netbook um sistema que rode rápido e sem engasgos.

Comecei com o Unity, a versão padrão, que rodou bem. Aliás, posso afirmar que já dá para usar o Unity num netbook, e isso com as vantagens a ele inerentes (o melhor aproveitamento da tela, para citar uma).

Em seguida, instalei o novíssimo Gnome 3.10 sobre o Ubuntu padrão via PPA, já que essa versão ainda não era estável o suficiente para ser lançada juntamente com o Ubuntu 13.10. O desempenho foi inferior, mas ainda bem próximo ao do Unity.

Como a versão oficial do Gnome no Ubuntu 13.10 é a 3.8, fiz também uma instalação limpa (“do zero”) do Ubuntu Gnome 13.10. O desempenho piorou.

Depois foi a vez do Xubuntu 13.10, que traz o XFCE 4.10 por padrão. Como era de se esperar, o sistema ficou mais esperto.

Não experimentei o Kubuntu 13.10 porque já tenho nesse netbook o Fedora 19 com o último KDE disponível (o 4.11.2), e sei que o desempenho fica entre o do Unity e o do Gnome Shell.

Também não instalei o Lubuntu 13.10, que é uma versão dirigida a máquinas com desempenho inferior ao da plataforma AMD Brazos. Além disso, o LXDE não chega a ser um ambiente desktop completo.

Minha conclusão, então.

A melhor opção para quem quer um computador rápido, que não “pense muito” após cada clique do mouse, é mesmo o Xubuntu. A diferença de desempenho entre o XFCE e o Gnome Shell, o último colocado, é facilmente sentida pelo usuário. Já a diferença entre o XFCE e o Unity não aparece tanto, mas está lá e é sentida, especialmente por aqueles que utilizam, concomitantemente, computadores com melhor hardware.

Minha próxima missão é testar o Mate no pequeno Asus, mas isso eu só farei quando for lançado o Linux Mint Mate baseado no Ubuntu 13.10.

Ubuntu: Flash do Google Chrome no Chromium

Quem usa Linux há algum tempo sabe bem que o Adobe Flash Player for Linux parou na versão 11.2.x.x, que vem recebendo apenas patches de segurança.

Assim, para usar a última versão do Adobe Flash Player no Linux era necessário recorrer ao Adobe Pepper Flash do navegador Google Chrome, que muita gente rejeita por ser uma versão fechada (ou um fork) do navegador Chromium.

Aliás, exatamente por ser livre, o navegador Chromium está disponível na maioria das distros via repositórios oficiais, sendo sua instalação facilitada no Ubuntu.

Então, que tal obter o melhor de dois mundos, utilizando o Adobe Flash Player for Linux do Google Chrome, denominado Adobe Pepper Flash, no Chromium?

Isso é possível e este post vai lhe mostrar como.

Instale o navegador Chromium pela Central de Programas, como primeira providência,

Em seguida, habilite o PPA para o Adobe Pepper Flash no seu Ubuntu:

sudo add-apt-repository ppa:skunk/pepper-flash -y

Agora atualize as fontes e instale o pacote que vai cuidar de quase tudo automaticamente:

sudo apt-get update
sudo apt-get install pepflashplugin-installer

Finalmente, abra um arquivo de configuração do Chromium para acrescentar uma linha no final dele:

gksu gedit /etc/chromium-browser/default

ou

gksu gksu gedit /etc/chromium-browser/default
(a opção acima corrige um bug que abre no gedit, juntamente com o solicitado, um arquivo vazio)

E a linha a acrescentar é:

. /usr/lib/pepflashplugin-installer/pepflashplayer.sh
(há um ponto e um espaço antes do caminho para o arquivo)

Agora teste seu Adobe Pepper Flash  no Chromium, verificando que a versão dele agora é 11.9.x.x e não mais 11.2.x.x.

Caso venha a ter problemas com conteúdo em flash, desabilite o plugin nativo, caso o tenha instalado para uso com outros navegadores.

Para isso, acesse “chrome://plugins” (sem as aspas) pela barra de endereços do Chromium e faça as alterações como na imagem abaixo.

clique para ampliar
clique para ampliar

Caso sua lista de plugins apareça diferente da imagem, clique em “+ detalhes”, acima e à direita.

Este post foi inspirado por INSTALL PEPPER FLASH PLAYER FOR CHROMIUM IN UBUNTU VIA PPA.

Instalando o Dropbox no KDE4

É possível instalar o Dropbox no KDE4, funcionando na inicialização do sistema.

Para fazer isso em distribuições x86, ou de 32 bits, use os comandos abaixo no Konsole, o emulador de terminal do KDE4.

wget -O - "https://www.dropbox.com/download?plat=lnx.x86" | tar xzf -
ln -s .dropbox-dist/dropboxd .kde/Autostart/dropboxd
.dropbox-dist/dropboxd &

Agora configure sua conta Dropbox graficamente, aproveitando para verificar se o ícone do Dropbox aparece no systray (bandeja do sistema).

Para distribuições x86_64, ou de 64 bits, faça:

wget -O - "https://www.dropbox.com/download?plat=lnx.x86_64" | tar xzf -
ln -s .dropbox-dist/dropboxd .kde/Autostart/dropboxd
.dropbox-dist/dropboxd &

E, como na vez anterior, configure sua conta Dropbox graficamente e verifique o funcionamento do aplicativo.

Cursores do OS-X no Ubuntu

Para instalar o belo conjunto de cursores (ícones para o mouse) do OS-X no seu Ubuntu, abra o terminal e rode:

wget -O mac-cursors.zip http://goo.gl/xh52J
sudo unzip mac-cursors.zip -d /usr/share/icons/ && rm mac-cursors.zip
cd /usr/share/icons/mac-cursors
sudo chmod +x install-mac-cursors.sh uninstall-mac-cursors.sh
./install-mac-cursors.sh

Reinicie e veja os novos cursores em ação.

Caso queira remover:

cd /usr/share/icons/mac-cursors
./uninstall-mac-cursors.sh

Torrents no KDE4

Eu costumo baixar torrents utilizando links magnéticos através do meu navegador preferido, o Google Chrome.

No Gnome, no LXDE e no Unity, os links magnéticos funcionam bem, mas não no KDE4 com seu programa padrão para torrents, o Ktorrent.

Experimentei novos programas para fazer a combinação torrent + link magnético funcionar corretamente, e obtive sucesso com um programa chamado qBittorrent.

Fica a dica, então, bastando instalar (Ubuntu e derivados):

sudo apt-get install qbittorrent

Se o programa abrir pela primeira vez com a interface em inglês, troque pelo nosso idioma nas opções do próprio qBittorrent e o reinicie.

Abaixo, uma imagem do programa, servindo para mostrar sua simplicidade.

qbittorrent
clique para ampliar

“Oxygen Transparent” empacotado em .deb

Pacote para 64 bits, apenas, compilado por mim.

Serve para o Kubuntu com KDE 4.10 ou OS/4 com KDE 4.11, apenas em 64 bits.

Deve servir também para outros derivados do Ubuntu que tenham KDE instalado, como Linux Mint KDE e Netrunner.

Baixe clicando no nome do pacote, abaixo:

Para instalar, usem o dpkg via terminal ou o gdebi-kde.

Whisker Menu no Xubuntu

Foi uma dica do usuário xerxeslins, publicada no VOL, que me levou a conhecer o whiskermenu-plugin, mas ela é voltada para o Fedora XFCE Spin e eu uso Xubuntu 12.04, com upgrade no XFCE para 4.10.

Se você não mexeu no seu XFCE do 12.04 (se não fez upgrade via PPA, como eu), poderá utilizar o PPA para o whiskermenu-plugin, assim:

sudo add-apt-repository ppa:gottcode/gcppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install xfce4-whiskermenu-plugin

Poderá utilizar o mesmo procedimento também para o Xubuntu 12.10 e 13.04.

Mas se você, como eu, usa o XFCE 4.10 no Xubuntu 12.04, baixe o pacote criado para o Linux Mint e instale, com o dpkg ou simplesmente com um duplo-clique no arquivo baixado. Link para os pacotes:

Baixar o pacote e instalar funciona também para o Xubuntu 12.10 e 13.04, pois ambos utilizam o XFCE 4.10, versão para a qual os pacotes dos links acima estão preparados.

Se você gostar do novo menu, deixe um comentário aqui.

Referências e “Sítios” de Interesse – GNU/Linux

O que é GNU/Linux?