O ranking que engana

Na verdade o ranking em questão não engana, mas não mostra o que realmente acontece.

Trata-se do famoso ranking do Distrowatch, que mostra o interesse que uma determinada distribuição Linux (uma distro, como costumamos chamá-las), despertou num determinado período de tempo.

O resultado de cada distro refere-se ao número de cliques, ou hits, na respectiva página explicativa, contida também no Distrowatch.

Bem analisado o citado ranking, a conclusão é de que o Ubuntu continua na frente, senão vejamos.

Somando Ubuntu + Lubuntu + Xubuntu + Kubuntu + Ubuntu Studio + Ubuntu Kylin ou toda a “Família Ubuntu”,  chegamos a 3955 hits, sendo que o Mint, que sabidamente usa sempre o mesmo nome, seja qual for o DE utilizado, conta com 3629 hits.

O Mint é um só e o Ubuntu se divide nas seis distros citadas, todas elas no ranking das cem primeiras. Vejam, pela mesma ordem de antes, as posições e os pontos: 1919 (Ubuntu, 2º colocado) + 628 (Lubuntu, 16º colocado] + 508 (Xubuntu, 21º colocado) + 452 (Kubuntu, 27º colocado) + 266 (Ubuntu Studio, 51º colocado) + 182 (Ubuntu Kylin, 81º colocado). E a soma total: 1919 + 628 + 508 + 452 + 266 + 182 = 3955.

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Sobre pinduvoz

Advogado por profissão, entusiasta do SL por opção.
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2 respostas para O ranking que engana

  1. De fato, o ranking do Distrowatch é apenas um entre tantos indícios de popularidade. Não sei se há um meio mais preciso de definir qual distro é a mais utilizada, mas creio que ainda seja o Ubuntu pelo marketing e, convenhamos, facilidade e uso.

    Me afastei da Canonical e passei a utilizar o Debian por curiosidade mesmo. Não tenho gostado dos últimos direcionamentos do Unity e de algumas políticas da Canonical, mas não há como deixar de reconhecer as facilidades que o Ubuntu proporciona ao usuário final comparando com outras distros – talvez, só o OpenSUSE faça frente.

    Digo isso como um usuário leigo que já teve que contornar uns pepinos com o Debian, HAHAHA! Não fosse por minha persistência (ou teimosia), voltava fácil para o Ubuntu – ou melhor, o Xubuntu, já que optei pelo XFCE já faz um tempo – também me decepcionei com o Gnome Tablet, digo, Shell. O 3.10, a despeito da fluidez, escancarou o abandono do desktop em prol dos dispositivos móveis.

    Abraços.

  2. pinduvoz disse:

    Concordo com 90% por cento do que vc disse.
    Apenas quanto ao Unity, faço reparo ao seu texto, pois tanto o do 12.04 quanto o do 13.10 estão ótimos em hardware “bom”, assim entendido um dual core com 2 GB RAM, pelo menos.
    No meu corei3 de primeira geração, com cerca de 3 anos de uso contínuo, o Unity do 13.10 literalmente voa. E ele tem 3 GB de RAM (um pente de 2 e um de 1).

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