Lançado Linux Mint 16

Hoje, 30 de novembro, foi lançado o Linux Mint 16, que adota o nome feminino Petra.

Baseado no Ubuntu 13.10, lançado em outubro passado, o novo Mint traz versões atualizadas de seus ambientes alternativos “Cinnamon” (shell para o Gnome 3) e “Mate” (fork do Gnome 2).

O Mint vem se tornando a distribuição favorita para entrada no universo GNU/Linux por reunir facilidade de uso, herdada do Ubuntu, com pré-instalação de pacotes protegidos por patentes (codecs de áudio e vídeo, em sua maioria), e, por isso mesmo, evitados em distros mantidas por empresas (caso do próprio Ubuntu).

Para baixar ou obter maiores informações, visite:

The Linux Mint Blog

FAQ do GNU/Linux

Resolvi republicar aqui o texto abaixo, pois continuo vendo muita gente perguntar coisas básicas sobre o Sistema do Pinguim. Leiam, pois trata-se de um texto curto e bastante esclarecedor.

Perguntas e Respostas

1) O que é “Linux”?

É o fruto do acaso, pois juntou os esforços de um grupo de hackers que pregava a liberdade de uso do software em geral com os de um estudante finlandês que desenvolveu um kernel, a peça responsável pela comunicação entre o software e o hardware.

A maior parte do “Sistema Operacional GNU/Linux” (o nome correto e completo) vem do “Projeto GNU” (do grupo de hackers, portanto), mas a parte fundamental é o “Kernel Linux”, desenvolvido por Linus Torvalds, o citado estudante finlandês (Linus -> Linux Kernel).

Por isso o nome comum do SO geralmente “esquece” a participação majoritária do Projeto GNU, fazendo com o que seja conhecido como “apenas” Linux.

2) O que é uma “distro”?

O SO GNU/Linux é “distribuído” por vários grupos aos redor do mundo, todos eles com base e forte presença na internet. De “distribuído” temos “distribuição”, ou simplesmente “distro”, que nada mais é do que uma versão do “Sistema do Pinguim” (nome carinhoso), o GNU/Linux.

Temos “distros” comunitárias, a grande maioria (o “Projeto Debian”, cuja distribuição leva o mesmo nome, é o maior exemplo), “distros” patrocinadas (elas têm uma companhia por trás, sendo exemplos o Ubuntu, o Fedora e o openSUSE).

Temos também “distros” comerciais, vendidas em regime de OEM ou diretamente ao consumidor (o “Red Hat Enterprise Linux – RHEL”, seria o melhor exemplo).

O grande número de “distros” é o grande paradoxo do GNU/Linux já que, por um lado, enfatiza a liberdade de uso e a fluência de idéias que permitem o acelerado desenvolvimento do Sistema do Pinguim; por outro, confunde os possíveis utilizadores (qual Linux devo usar?) e dificulta a padronização que levaria a um maior interesse em desenvolver aplicações comerciais “fechadas” para GNU/Linux (não há, em princípio, incompatibilidade nisso).

3) Por que não preciso pagar pelo GNU/Linux?

Porque ele é a soma das ideias de muitos e existe apenas por isso. Desenvolvido colaborativamente, o SO GNU/Linux jamais poderia ser um produto na acepção mais comum da palavra, pois seria absolutamente inviável transformar os interesses que o criaram em interesses puramente comerciais. Ele é o resultado de esforço comunitário em prol da própria comunidade.

4) E como explicar as versões pagas?

Paga-se por suporte e não pelo SO GNU/Linux. E mesmo aqueles que desenvolvem versões “pagas” (vinculadas a um contrato de suporte) são obrigados a disponibilizar todo o código-fonte, o que garante clones perfeitos que são oferecidos sem vinculação ou obrigação (caso do CentOS, clone do Red Hat Enterprise Linux – RHEL).

5) O GNU/Linux pode ser usado por qualquer um?

Sim, pode. Basta um pequeno conhecimento de informática para utilizar o Sistema do Pinguim, pois o que antes era muito difícil de instalar e configurar, hoje é tão fácil quanto o sistema operacional dominante (o Windows).

É claro que ainda há espaço para melhorar e tais melhoras vêm quase na velocidade da luz. Com efeito, Ubuntu e Fedora, para citar duas “distros” populares, lançam versões novas a cada seis meses, quase sempre com maiores facilidades para o usuário final.

6) O GNU/Linux é um bom Sistema Operacional, capaz de substituir o Windows no uso diário?

Sim, pois se o usuário edita textos, cria planilhas e apresentações, pode usar o gratuito OpenOffice.org (ou BrOffice.org no Brasil) para tanto. Aliás, muitos usuários do Windows e do OSX (Mac/Apple) usam essa mesma suíte de escritório.

Sendo o uso principal a navegação na internet, pode-se usar o Firefox (o segundo navegador mais usado no mundo), a estrela em ascensão Google Chrome ou mesmo o Opera, também conhecido da “outra” plataforma.

Para e-mail temos Thunderbird da Mozilla, ou os clientes dos principais ambientes gráficos (Evolution, no Gnome; K-mail, no KDE), que são outro show a parte quando se fala de Linux. Sim, é possível utilizar vários ambientes gráficos diferentes, sendo os dois mais conhecidos o KDE e o Gnome.

Temos também inúmeros softwares totalmente livres desenvolvidos para as mais variadas tarefas, como manipulação de imagens, desenho 2D e 3D, gerenciamento e criação de banco de dados, criação de diagramas e gráficos, servidores de conteúdo local ou remoto e muito mais.

Até mesmo jogar é possível, desde que não se queria os últimos lançamentos, já que esses quase sempre só funcionam na plataforma mais difundida.

7) O GNU/Linux é seguro?

Sim, talvez o SO GNU/Linux seja o mais seguro de todos, pois suporta encriptação de seus arquivos pessoais a partir da instalação e é praticamente imune a malware.

Quem usa GNU/Linux não precisa se preocupar com programas antivírus, que diminuem muito o desempenho do Windows, um SO que não prescinde desse tipo de proteção.

8) Se pode ser usado por qualquer um, é bom, não pega vírus, por que tão poucos o usam?

Aí que está a grande questão, cuja resposta não pode ser uma só.

Penso que muitos deixam de experimentar o GNU/Linux por medo, ou por comodismo. O medo vem da fama de ele ser um SO desenvolvido por e para hackers, verdadeiros magos da computação. O comodismo vem do fato de que em qualquer esquina se encontra um “técnico” em Windows, que instala um “piratão” básico em meia hora na máquina do usuário que já está acostumado com aquele SO.

Se a maioria dos usuários de computadores soubesse que nessa mesma meia hora eles mesmos podem instalar uma “distro”, e que essa mesma “distro” seria fácil de usar e de manter atualizada, além de muito segura e capaz de suprir as necessidades de mais de 90% dos usuários de computadores domésticos, talvez o Sistema do Pinguim fosse mais usado do que seus concorrentes.

E a maioria não sabe porque o Linux não faz propaganda, não faz marketing. Conhecem o Linux, mas de maneira “torta”, aqueles que quiseram economizar na compra de um computador novo e receberam uma versão capenga desse SO, geralmente criada para “beliscar” o dinheiro disponível na época do projeto de difusão da informática implantado pelo Governo Federal (“Computador para Todos”).

Por sua vez, conhecem o Linux da maneira correta aqueles que realmente se interessam por informática e descobrem “distros” bem-feitas, bem-acabadas e, sobretudo, bem-conceituadas. Esses as instalam nos respectivos computadores para experimentar algo novo e dificilmente deixam esse “algo novo”.

9) Onde eu consigo o GNU/Linux?

Na internet, pois todas as “distros” têm nela sua base. Através da internet as “distros” disponibilizam imagens de CD ou DVD (arquivos “ISO”) que permitem a criação de discos de instalação ou utilização, já que o GNU/Linux dispõe do que costuma ser chamado de “Live CD”, que é uma maneira de rodar (utilizar) o SO a partir de um boot pelo drive óptico e sem tocar nos dados do disco rígido.

Se por algum motivo baixar uma imagem de CD ou DVD pela Internet estiver fora de questão, é possível comprar mídias de instalação em sites especializados ou não (no popular “Mercado Livre” se encontra), ou até mesmo requisitar gratuitamente uma, já que algumas “distros”, como o Ubuntu, as fornecem.

Finalmente, é costume que revistas que tratam do GNU/Linux ofereçam mídias de instalação. A mídia oferecida é, geralmente, a da “distro” analisada na edição.

10) Como eu instalo o GNU/Linux?

Há inúmeros guias de instalação na Internet, sendo que o processo, em si, é bastante simples, envolvendo um boot pela mídia de instalação, o particionamento do disco rígido (a etapa mais complicada se o usuário quiser manter o SO já instalado) e a resposta a algumas perguntas, como “nome do usuário”, “senha”, “idioma”, “tipo de teclado” e outras do gênero.

É claro que existem “distros” cuja instalação e uso são recomendados apenas a usuários avançados, mas a grande maioria admite a instalação e o uso por simples mortais, como eu e você.

Finalmente, sendo você um iniciante no mundo do GNU/Linux, prefira “distros” com larga base de usuários e fácil suporte em idioma que você domine.

11) Onde encontro drivers de hardware para meu computador rodar o GNU/Linux?

Você não encontra, já que o próprio SO encontra para você.

A grande maravilha do GNU/Linux é o reconhecimento do hardware já na instalação, perfeito na grande maioria dos casos. E isso quer dizer instalar e usar, pois tudo já deve estar reconhecido e funcionando.

Mas se algo não for reconhecido, entra em ação o enorme suporte comunitário disponível para as mais diversas distros e os mais diversos problemas que se pode encontrar na utilização do GNU/Linux.

12) Como instalo programas no GNU/Linux?

Programas ou aplicativos, em se tratando de GNU/Linux, são “pacotes”. E isso vem do conceito de juntar as partes que um programa precisa para funcionar num arquivo que sirva para pronta instalação. No GNU/Linux, dada a quantidade de “distros” disponíveis, temos também uma certa variedade de formatos de “pacotes”. Mas dois formatos se sobressaem: pacotes “RPM” e pacotes “DEB”, sendo os primeiros usados em distros baseadas em Red Hat (e no próprio) e os segundos em distros baseadas em Debian (e no próprio).

Assim como temos “pacotes”, temos “Gerenciadores de Pacotes”, a maioria deles programas gráficos que permitem pesquisar por aplicativos e instalar esses mesmos aplicativos com alguns poucos cliques.

Em suma, não é preciso virar a internet de cabeça para baixo procurando por um programa que faça isso ou aquilo, baixar esse mesmo programa, checando se ele vem de fonte confiável, e finalmente instalá-lo na máquina. Basta que seja aberto um “Gerenciador de Pacotes”, feita uma pesquisa rápida (por nome, seção ou tipo, função etc) e seja emitido um comando de instalação (um clique).

13) Como mantenho meu GNU/Linux atualizado?

Assim como há “Gerenciadores de Pacotes”, há também “Gerenciadores de Atualizações” na maioria das “distros”, especialmente naquelas ditas “amigáveis” (“user friendly”).

Eles funcionam como no Windows, ou seja, avisam o usuário da necessidade (questões de segurança) ou possibilidade de instalar pacotes (“software”).

14) Posso usar o GNU/Linux sem Internet?

Pode, mas não é recomendável.

O GNU/Linux é dependente da Internet para instalação de programas, correções e atualizações, sem falar em suporte, quase sempre exclusivamente comunitário.

15) Qual “distro” é recomendada para um iniciante e qual é a melhor?

Aquelas “user friendly”, dentre as quais Ubuntu, Linux Mint, Mandriva, OpenSuse e PCLinuxOS.

Há outras que se encaixam na mesma categoria (Fedora, por exemplo), sendo que a melhor de todas as “distros” GNU/Linux é aquela que vier a atender plenamente suas expectativas de usuário.

Experimente, portanto. Use várias antes de decidir qual é a sua preferida.

O OpenMandriva Lx chegou!

No dia 22 último foi lançado o OpenMandriva Lx, a primeira versão da distro que é a continuação “oficial” do Mandriva Linux, que eu já disse ser a soma do francês Mandrake Linux com o brasileiro Conectiva Linux.

As primeiras impressões da nova distro serão oportunamente publicadas neste blogue, já que pretendo testá-la assim que tiver algum tempo sobrando.

Para aqueles que se preocupam também com a “cara” e não só com o “coração”, segue uma bela imagem do desktop padrão (KDE4) do OpenMandriva Lx:

clique para ampliar
clique para ampliar

O Mandriva está voltando…

Quem conhece um pouco da história do Linux, sabe que havia uma distro francesa com foco na facilidade de uso, cujo nome era Mandrake Linux. Sabe, também, que havia uma distro brasileira com o mesmo foco, chamada Conectiva Linux. Sabe, finalmente, que da fusão dessas duas distros, surgiu o Mandriva Linux (“Mandr” de Mandrake, “iva” de Conectiva), que podia ser pago ou gratuito (nesse último caso, meio contra a vontade da Mandriva, que, a exemplo da Red Hat, tinha como “negócio” a distribuição do Linux).

Assim como outras empresas interessadas em vender Linux, a Mandriva passou por sérias dificuldades financeiras e, num primeiro momento, foi adquirida por uma empresa russa. Num segundo momento, perdeu a maioria de seus funcionários para o fork comunitário Mageia Linux, que hoje é uma excelente distro. Num terceiro momento, tornou-se a organização comunitária OpenMandriva, que está prestes a lançar a primeira versão do OpenMandriva Linux, como se pode ver aqui:

Serve esta publicação, então, para lembrar aos usuários de Linux que uma distro de grande tradição fará brevemente seu retorno, e será merecedora de um test drive, no mínimo.

Utilize outro Access Point para conectar seu Desktop à rede wireless

Só tenho um desktop em casa, que fica num dos quartos. Meu Access Point, por sua vez, fica na sala, ao lado da televisão “principal” (minha banda larga é Net Virtua, e por isso fica na “entrada” do cabo da TV).

Eu utilizava esse único desktop com um adaptador wireless USB e não estava satisfeito.

Ao comprar um novo Access Point, esperando melhorar minha rede (o desempenho do desktop, especialmente), tive a ideia de passar a utilizar o meu desktop ligado por cabo a um Access Point configurado em modo de repetição de sinal (WDS), até porque agora eu tinha um “sobrando”.

Melhorou 100% meu sinal de internet e não tive mais problemas de desempenho, comuns nos adaptadores USB após uso prolongado.

Resumindo: uso aqui, como repetidor (WDS), o TP Link TL-WR741N com uma antena (ele custa entre R$60,00 e R$80,00) e, como eu já disse, o desktop é ligado nele por cabo, razão pela qual a rede funciona “out of the box” via DHCP com qualquer distro Linux.

Como Access Point, ou seja, como roteador efetivo da minha conexão Net Virtua, uso o TP Link TL-WR940N, que usa três antenas e tem excelente desempenho.

Como vantagem adicional desse meu “setup“, não tenho mais “áreas de sombra”, ou seja, as áreas que antes não recebiam sinal suficiente agora estão devidamente “cobertas”.

Y PPA Manager – gerencie seus PPAs com facilidade

O programa desta dica serve para o Ubuntu e seus derivados, todos eles.

Com ele você realiza tarefas complicadas com PPAs, como recuperar chaves, remover e adicionar fontes (PPAs) com segurança, corrigir erros de assinaturas GPG e outras mais, além de realizar buscas em todo o Launchpad por programas hospedados em PPAs.

Se você tem aí erros relacionados aos seus PPAs, recomendo o Y PPA Manager como possível solução.

Instalando:

sudo add-apt-repository ppa:webupd8team/y-ppa-manager -y
sudo apt-get update && sudo apt-get install y-ppa-manager

Para utilizar, procure o programa pelo Dash do Unity ou utilize o menu de sua interface gráfica preferida (KDE, XFCE, LXDE etc.).

O programa é bastante intuitivo, estando as opções mais interessantes no ícone “advanced“, conforme imagem abaixo:

y-ppa-manager
clique na imagem para ampliá-la

O único senão é que não há tradução, ou seja, você vai ter que usar o Y PPA Manager em inglês.

Compositor (sombras e transparências reais) no Linux Mint Mate 15

O Mate é um fork do Gnome 2 que já chegou à versão 1.6.

Como o Gnome 2, ele tem um compositor próprio, mas que não funciona bem. Para utilizar esse compositor próprio, que faz parte do gerenciador de janelas Marco, siga minha dica:

No corpo da dica acima há um link para uma dica anterior, relativa ao Linux Mint Mate 13, que é a versão LTS e utiliza o Mate 1.4.

Bom, se o compositor nativo funcionar para você, ótimo! Fique com ele. Mas se não funcionar, instale o Compton e o coloque para inciar via edição do arquivo .profile do seu usuário, única maneira de fazê-lo funcionar corretamente.

Vamos por a mão na massa, então.

1. Abra um terminal e digite:

sudo add-apt-repository ppa:richardgv/compton -y
sudo apt-get update && sudo apt-get install compton

2. Teste o Compton, pelo terminal:

compton -c

Se funcionar, resta fazer com que o Compton inicie pelo seu arquivo .profile.

3. E para isso, ainda pelo terminal, faça:

cd ~
pluma .profile

Adicione a linha abaixo no final (e salve, obviamente):

compton -c -r 16 -l -24 -t -12 -G -b &

Pronto! Reinicie sua sessão do Mate e veja o Compton em ação.