Elementary OS Luna Beta 2

Já tinha mencionado o Elementary OS Luna Beta 2 aqui no blog.

Naquela ocasião, escrevi:

“Saiu mais um beta da distribuição GNU/Linux que vem dando o que falar por ser leve e bonita.

Não fossem as duas características acima citadas o suficiente para justificar o “falatório” em torno do novo Elementary OS, o lançamento de um novo shell para o Gnome, denominado Pantheon, aumenta o burburinho.

Embora não recomendado para uso, e sim para teste, muita gente já utilizava normalmente o primeiro beta, e muitos mais passarão a utilizar o segundo.”

Hoje retorno ao tema para indicar um post no blog português (de Portugal) Ubuntued.info, que pode ser acessado aqui.

Vale a pena a leitura.

Linux para crianças? Tem sim

Outro dia dei de cara com o DoudouLinux, uma distro especialmente desenvolvida para crianças de 2 a 12 anos.

Baseado no Debian, o DoudouLinux, traz uma interface LXDE customizada num Live CD que pode ser baixado em vários idiomas (há versões em pt-pt e pt-br),  não precisa ser instalado e não compromete os dados do disco rígido.

Apesar de permitir o acesso à internet, o DoudouLinux traz filtro de conteúdo por padrão, garantindo a inocência dos filhos e a tranquilidade dos pais.

Resumindo, o DoudouLinux parece ser uma boa opção para quem tem crianças pequenas em casa e quer que elas usem o computador com mínimo risco.

Quem quiser baixar e experimentar, clique aqui.

Conheça o “beesu”, o “gksu” do Fedora

Quem usa Linux já deve conhecer o gksu, que é uma espécie de sudo gráfico, o que significa dizer que ele é utilizado para rodar programas fora do terminal (no X) como root.

No Fedora, no entanto, não há opção de instalar o gksu. Mas o pessoal que desenvolve aquela distro disponibiliza o beesu, que tem a mesma função.

Para instalar o beesu no Fedora:

su -c 'yum install beesu'

Para usar, via terminal ou “diálogo de execução” (Alt + F2), é igual ao gksu, ou seja:

beesu comando

O beesu utiliza a senha de root por padrão.

Instalação de programas no Ubuntu? Já tratei disso

Comecei no Linux no final de 2004, começo de 2005, através do Kurumin e das minhas visitas ao site “Guia do Hardware”, mas considero minha primeira distro, de verdade, o Ubuntu.

Ainda na versão 5.04, o Ubuntu ficou instalado no meu computador, no meu primeiro dual boot, por cerca de um mês, ou até que uma atualização do kernel quebrou o driver da NVidia e eu fiquei sem interface gráfica.

Naquela ocasião, acabei trocando o Ubuntu  pelo Fedora 4, cujo CD veio com uma revista sobre Linux.

Mas não fiquei acomodado por muito tempo, e, saindo do Fedora, retornei ao Ubuntu, em uma de suas melhores versões, a 6.06-LTS, cujo CD recebi gratuitamente pelo extinto Ship-It. Aliás, lembro-me de ter pedido um CD e ter recebido cerca de vinte, devidamente distribuídos aos amigos que se interessaram.

Naquele mesmo ano, 2006, ingressei no Fórum do Ubuntu em português e aprendi muito, tanto que resolvi publicar um espécie de “resumão” sobre a instalação de programas no Ubuntu, pois notei que a maioria das dúvidas diziam respeito a esse tema. Assim, em agosto de 2007, na Seção de Iniciantes do Fórum Ubuntu-PT, publiquei o tópico “Instalação de programas no Ubuntu”, que foi “fixado” pela moderação em julho de 2008.

Tendo deixado o Fórum do Ubuntu-PT de lado por conta de um crescente interesse em outras distros, ‘migrei’ minha vontade de ajudar para o Fórum do “Viva o Linux”, onde atualmente tenho mais de 11.000 posts. E no “Viva o Linux” publiquei também alguns artigos e dicas, dentre os quais uma versão atualizada do “Instalação de programas no Ubuntu”, que foi ao ar em agosto de 2011.

Resumindo o que está acima, digo que, até 2004, eu não sabia absolutamente nada de Linux. Já em 2007, eu era perfeitamente capaz de me virar no Ubuntu e no Debian, e hoje eu não troco uma boa distro Linux por um SO proprietário, certamente porque eu realmente me empenhei em aprender.

Portanto, se você que me lê quer mesmo usar Linux, começando pelo Ubuntu ou pelo Linux Mint, eu sinceramente recomendo a leitura da versão atualizada do artigo “Instalação de Programas no Ubuntu”, que pode ser acessada clicando AQUI.

O herdeiro do Mandrake Linux (Será?)

Na postagem anterior tratei do Mandriva Linux, esclarecendo que a origem daquela distro é, de um lado, o francês Mandrake Linux, e, de outro, o brasileiro Conectiva Linux. Nesta, trato do PCLimuxOS, que é tido como um herdeiro do próprio Mandrake Linux.

Como consta da Wikipedia, verbete “PCLinuxOS”, a origem da distro seria um conjunto de pacotes criado para customizar sucessivas versões do Mandrake Linux. O criador desses pacotes é o americano Bill Reynolds, mais conhecido como Texstar.

Texstar manteve seu repositório para Mandrake Linux juntamente com o site PCLinuxOnline, até que, em outubro de 2003, resolveu criar sua própria distro a partir de um fork do Mandrake Linux 9.2. Desde então, Texstar estaria desenvolvendo esse fork sob o nome de PCLinuxOS.

O que pouca gente sabe, no entanto, é que, em 2007, o PCLinuxOS deixou de ser um fork do Mandrake e passou a ser um fork do Mandriva, além de uma rolling release distro. Sim senhor! Tratamos aqui de outro herdeiro do Mandriva, com DNA da brasileira Conectiva.

Para quem ainda não experimentou, o PCLinuxOS conta com suporte a vários idiomas (o nosso inclusive), codecs pré-instalados e um gerenciamento de pacotes muito original. Com efeito, trata-se da única distro que conheço que usa o apt-rpm, ou seja, pacotes rpm gerenciados pelo apt (e pelo Sinaptic).

Uma das principais vantagens do PCLinuxOS é contar com um KDE dos mais atualizados, geralmente em sua última versão estável.

Tradição continuada

Quem tem contato recente com o GNU/Linux já ouviu falar no Mandriva Linux, mas pode não ter ouvido falar no Conectiva Linux ou no Mandrake Linux.

O Mandrake Linux era uma distro desenvolvida pela empresa francesa MandrakeSoft, enquanto o Conectiva Linux era uma distro desenvolvida pela empresa brasileira Conectiva. Por volta de 2005, MandrakeSoft e Conectiva se fundiram, gerando a Mandriva S.A. e o Mandriva Linux, a distro herdeira da tradição de inovação das companhias agora unidas.

A Mandriva passou por problemas financeiros e isso se refletiu na qualidade da distro, gerando perda de mão de obra altamente qualificada para o fork Mageia Linux, uma das melhores distros com KDE que temos hoje.

Ainda que a distro Mandriva Linux leve a qualificação “ativa” no conhecido site Distrowatch.com, a verdade é que não se enxerga a possibilidade de uma versão 2013 com a qualidade das anteriores.

Mas, para os tradicionalistas, ou seja, para aqueles que acham que a tradição de um nome forte é capaz de reunir uma comunidade expressiva por trás dele, há uma boa notícia: o fork openMandriva, patrocinado por uma associação com esse mesmo nome, lançou no dia 18 deste mês, uma versão alfa do que será a futura distro de mesmo nome.

Talvez por força do fato de o Mandriva original andar meio parado, o alfa do openMandriva é baseado no Rosa Desktop, outro fork do Mandriva, desenvolvido pela companhia russa RosaLab.

Em suma, se você algum dia usou Mandriva Linux, ou se ainda usa mas quer se atualizar, há opções atuais (Rosa Desktop e Mageia Linux) e uma boa perspectiva de opção futura, representada pelo projeto openMandriva.

O “Ubuntu After Install” completa sua instalação do Ubuntu

Publicado no techtudo artigo intitulado “Aprenda a instalar codecs e outros recursos Essenciais ao Ubuntu”, que indica para a tarefa o “Ubuntu After Install”, que nada mais é do que uma nova versão de uma antiga ideia.

Sendo produzido por uma grande empresa, o Ubuntu não pode trazer por padrão software cujo uso é restrito por força de patentes, ainda que apenas alguns países aceitem essas patentes. E isso é o que torna uma instalação padrão do Ubuntu incapaz de lidar com alguns arquivos comuns na internet, notadamente arquivos de mídia.

Há vários tutoriais que ensinam como completar o Ubuntu e assim torná-lo capaz de lidar com a quase totalidade de formatos de vídeo, áudio e imagens, bem como com formatos de compactação de dados (rar, especialmente). Mas entre um tutorial e um programa que faz isso para o usuário, melhor a segunda opção.

Para usar o “Ubuntu After Install” para completar sua instalação do Ubuntu, siga o artigo do techtudo, que explica com detalhes os passos necessários.

Finalmente e apenas para não deixar em branco a informação de que o “Ubuntu After Install” é uma nova versão de uma antiga ideia, cito aqui o Automatix, depois substituído pelo Autoamtix2, que cumpria a mesma função nos tempos do Ubuntu 6.06 e 6.10.