Para pensar

The only way to fix Linux is to take one distro, one set of components as a baseline, abandon everything else and everyone should just contribute to this single Linux. Whether this is Canonical’s Ubuntu, or Red Hat’s Fedora or Debian’s system or a new joint effort is something that intelligent people will disagree until the end of the days.

(O único jeito de consertar o Linux é pegar uma distro, um conjunto de pacotes de base, abandonar todo o resto e todo mundo passar a contribuir para esse único Linux. Se essa distro deve ser o Ubuntu da Canonical, o Fedora da Red Hat, o Debian e até mesmo um novo esforço conjunto, é uma questão sobre a qual pessoas inteligentes vão discordar até o final dos tempos).

A frase acima, com tradução livre minha, é do Miguel de Icaza, fundador do Gnome e criador do Mono. Foi tirada do blog pessoal dele e certamente resume  opinião no sentido de que a principal força do Linux é também sua principal fraqueza.

A diversidade e a liberdade, que juntas formam a citada força por facilitarem as  inovações, também inflam egos que tornam os maiores contribuidores do FOSS incapazes de enxergar o que é efetivamente necessário para que o GNU/Linux prevaleça sobre os demais sistemas operacionais.

Surge disso a situação descrita pelo Miguel de Icaza, fazendo do Linux um “produto caro” e pouco usado no desktop.

Caro? Mas não é de graça? Sim, é de graça para o usuário que instala e configura sozinho, não para as grandes empresas que têm que instalar, configurar e vender em escala suficiente para ter lucro. Para elas, o Linux é caro. Muito caro.

Dito o que precisava ser dito (pelo Miguel, não por mim), resta citar Linus Torvalds, que recentemente disse ser condição para o sucesso do Linux (ele não usa o nome “GNU/Linux”) a pré-instalação e configuração, ou seja, a opção de adquirir um computador com Linux que funcione a contento. E isso, mesmo em países de terceiro mundo, como o nosso, é difícil de encontrar.

Linus foi além e citou, ou melhor, debitou o sucesso do Android, o Linux para smartphones, ao fato de ele vir pré-instalado. (Nesse último caso, penso um pouco diferente. O iPhone estava lá, fazendo sucesso, e desbancando “players” como a Motorola, que não tinha para onde correr exceto para os braços do Google, que sabidamente vêm acompanhados de “bolsos” tão fundos quanto os da Apple. E nessa debandada, até a Microsoft se deu bem ao levar a Nokia, que deverá manter se tiver a mesma competência que o Google mostrou ao mundo).

Resumindo, não posso discordar do Miguel de Icaza e do Linus Torvalds no que diz respeito ao Linux no desktop. Para que ele decole, é preciso primeiro união, depois padronização, duas coisas que levarão à pré-instalação pelos vendedores, permitindo uma maior exposição do Sistema do Pinguim ao público em geral.

E essa união é difícil de se obter, sendo prova dessa dificuldade a recente proposta brasileira de unir as diversas distros baseadas em Debian que temos (a ideia partiu do desenvolvedor da principal delas, o Big Linux, mas não foi para frente).

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Sobre pinduvoz

Advogado por profissão, entusiasta do SL por opção.
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