Qual seria o melhor GNU/Linux?

Muitos iniciantes chegam ao mundo do software livre, ou, precisamente, ao mundo do GNU/Linux, e ficam espantados com o número de opções disponíveis. Realmente, há uma infinidade de “distros” (modo como os iniciados se referem às distribuições GNU/Linux), mas todas elas se parecem, de um modo ou de outro.

As semelhanças entre as distros começam na “genealogia”, já que elas costumam derivar de distros mais antigas e tradicionais, passam pelo modo de “gerenciar software” (que os iniciados chamam de “pacotes”) e terminam no “ambiente desktop” utilizado, ou seja, na “cara” e na “usabilidade” da interface com o usuário.

Pela “genealogia”, podemos dizer que as distros descendem, basicamente, do Debian (a grande maioria, incluindo até mesmo o “famoso” Ubuntu), do Red Hat, do Slackware e do Gentoo.

As que descendem ou derivam do Debian usam os pacotes “deb” através do “apt” ou do “aptitude”, sendo que ambos têm por motor o “dpkg”. As baseadas em Red Hat usam pacotes “rpm” e várias ferramentas de gerenciamento, dentre as quais o “yum” (Red Hat Enterprise Linux – RHEL, Fedora e CentOS), o “urpmi” (Mandriva e Mageia) e o “zypper” (openSUSE). Todas essas ferramentas têm por motor o próprio “rpm”, ou seja, é ele que faz o trabalho duro.

O Slackware e as distros que dele derivam usam pacotes “txz” ou “tgz”, geralmente sem gerenciar “dependências” (o pacote x, que você instalou, depende dos pacotes y e z para funcionar, mas os últimos precisam ser instalados manualmente porque não há gerenciamento de dependências).

Já o Gentoo não tem pacotes, pois a ideia ao utilizá-lo é compilar binários otimizados na própria máquina onde serão executados. No entanto, a principal distro derivada do Gentoo, o Sabayon, utiliza binários prontos e um poderoso sistema de gerenciamento de pacotes, denominado “entropy”.

Na realidade, todos os gerenciadores de pacotes citados contêm basicamente comandos para localizar (em repositórios “on line”, ou na nuvem), baixar e instalar software no computador do usuário, e há inúmeras interfaces gráficas bonitas e bem organizadas que facilitam todo esse processo. Aliás, a tendência, aqui, é a da “loja on line de aplicativos” inaugurada pelo iTunes, seguida pelo Android e pelo próprio Windows. E para o GNU/Linux, mais de 90% do software disponível é gratuito.

Voltando às semelhanças, temos os “ambientes desktop”, e quatro são os destaques: KDE4, Gnome 3, XFCE4 e LXDE. Os dois primeiros, KDE4 e Gnome 3, dominam o mercado, e são os que fornecem tudo de mais moderno que o software livre tem.  O terceiro, XFCE4, fica no meio termo, enquanto o quarto e último, o LXDE, mira a simplicidade e a leveza, assim entendido o menor consumo possível de recursos de hardware.

Sobre o Gnome 3 há customizações interessantes, chamadas de “shells” (“conchas”, no sentido de “cobertura”). Temos o Unity, desenvolvido pelo Ubuntu; o Cinnamon, desenvolvido pelo Linux Mint; o Pantheon, em desenvolvimento pelo Elementary Linux; e, finalmente, o Consort, em desenvolvimento pelo SolusOS.

Como visto nestas breves linhas, as opções são realmente muitas, mas sempre haverá uma característica distinta capaz de seduzir e fidelizar o usuário, já que distros e ambientes costumam contar com ferrenhos defensores que, no mais das vezes, lembram torcedores de times de futebol.

Apesar das opções, há uma certa unicidade, uma coerência que faz o usuário do GNU/Linux sentir-se em casa mesmo utilizando algo que, em tese, ele nunca utilizou antes. E há também muita facilidade, tanta que qualquer um é, atualmente, um potencial usuário de GNU/Linux.

Portanto, não cabe aqui dizer qual distro seria a melhor, genericamente. Mas cabe, em situações determinadas, dizer que uma distro pode ser melhor. Com efeito, uma distro pode ser melhor para o seu hardware, porque ele é antigo ou limitado. Pode também ser melhor para iniciar um usuário, porque ela é focada na facilidade de uso.

Para descobrir se há ou não uma indicação de distro para você, basta pesquisar, pois as informações estão disponíveis em diversos “sites” espalhados pela internet. Sabendo qual é o seu hardware e o seu nível de entrosamento com computadores, você achará um GNU/Linux capaz de atender suas necessidades em menos de meia hora de pesquisa.

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Sobre pinduvoz

Advogado por profissão, entusiasta do SL por opção.
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2 respostas para Qual seria o melhor GNU/Linux?

  1. rootgerr disse:

    Bom saber, que, uma autoridade em GNU / Llinux do seu calibre, está contribuindo ainda mais.
    Sucesso!

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