O Slackware é complicado? Nem tanto

O Slackware Linux, mais conhecido por seus admiradores como Slack, é uma das distribuições GNU/Linux há mais tempo em atividade.

Para aqueles que ainda não pesquisaram sobre o bom e velho Slack, republico abaixo as informações que dei sobre ele quando  escrevi a versão 2012 do artigo que intitulei, mais uma vez, de As Principais Distribuições GNU/Linux.

Criado por Patrick Volkerding em 1992, o Slackware Linux é a distribuição mais antiga ainda existente.
Desenvolvido a partir do descontinuado Projeto SLS, o Slackware 1.0 era construído em cima de uma versão alpha do kernel Linux. Ele rapidamente tornou-se a distribuição mais popular, chegando a representar 80% das instalações de GNU/Linux por volta de 1995.
Sua popularidade decresceu com a chegada de distribuições mais amigáveis, mas ele continuou sendo apreciado pelos usuários mais técnicos, já que é uma distribuição bastante técnica, com um número limitadíssimo de utilitários customizados ou próprios.
O Slackware usa um instalador simples em modo texto e um sistema de administração de pacotes que não resolve dependências, contando, em uma instalação completa, ou ‘full’, com muitas bibliotecas de desenvolvimento, o que facilita muito a instalação de pacotes por compilação do respectivo código fonte.
Por conta do que acima se destacou, o Slackware é uma distribuição limpa e pouco sujeita a Bugs, pois a falta de customizações e melhoramentos faz com que eles não sejam criados, ou mesmo ressuscitados.
Toda a configuração do Slackware é feita através da edição de arquivos de texto, e por isso, há um ditado na Comunidade Linux: “Se você aprende a usar Red Hat, vai saber usar Red Hat, mas se você aprende a usar Slackware, vai saber usar GNU/Linux.”
Ainda que a filosofia simplista da distribuição tenha fãs, é fato que, no mundo de hoje, o Slackware vem perdendo dia a dia sua característica de distribuição, e se tornando cada vez mais uma base para o desenvolvimento de outras distribuições. A exceção para isso é o mercado de Servidores, onde ele ainda é bastante popular.
No mais, a atitude conservadora de seus desenvolvedores torna o Slackware uma distribuição que, ao menos em tese, exige muito trabalho manual do usuário para se tornar e para ser mantida como um moderno desktop.
Resumindo, se você quer mesmo aprender a usar GNU/Linux, deve passar pela experiência de instalar, configurar e usar Slackware, ficando desde logo avisado que poderá vir a gostar tanto dele que não o trocará por outra distro.

É como eu disse. Se você já está na chuva, vai ter que se molhar no bom o velho Slack, e, para lhe ajudar nisso, há dois bons artigos no VOL. O mais recente, tendo por base o Slackware Linux 14, é do usuário lcavalheiro. O segundo, baseado no Slackware Linux 13.1, é do usuário Gedimar. Ambos vão, na ordem em que citados, nos atalhos ou links abaixo:

Experimente, mas tome cuidado com a maldição.

Sobre pinduvoz

Advogado por profissão, entusiasta do SL por opção.
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