GNU/Linux em computadores antigos (continuação)

Ainda tratando de GNU/Linux para computadores antigos, ou modestos, venho aqui listar as principais distribuições que prometem mais alguns anos de vida para aquele desktop ou notebook que está encostado num canto.

A mais famosa das distribuições, ou distros, que miram hardware antigo ou modesto, é o PUPPY Linux, cuja principal vantagem está no fato de se transferir integralmente para a RAM da máquina a partir do boot, que se dá a partir de uma mídia live (CD ou USB) ou do próprio HD. Funcionando 100% a partir da RAM, o PUPPY Linux garante velocidade às máquinas antigas com 256 MB de RAM ou mais, e vem com software suficiente ao uso que se pode dar a essas máquinas, consistente, basicamente, em produzir documentos e navegar na internet.

A única desvantagem do PUPPY é parecer velho, ou seja, ter a cara de um sistema operacional dos anos 90.

O MACPUP, por sua vez, é bonito. Baseado no PUPPY, do qual pode ser considerado um filho, e utilizando uma interface que recentemente deixou de ser software beta, o Enlightenment E17, ele tem a cara da modernidade e oferece a mesma funcionalidade do pai. Portanto, se você achar o PUPPY feio demais, use o MACPUP.

A mini distribuição SLITAZ também mira hardware antigo, e vem assim descrita no respetivo site: “O SliTaz fornece um ambiente de trabalho gráfico completo, baseado no LXDE e no Openbox, em uma imagem ISO de apenas 35 MB, com seu modo “Live” carregado em 192 MB de memória RAM. A imagem “4 em 1″ pode ser instalada em disco rígido com o mínimo de 48 MB de memória RAM disponível, possuindo seleção automática que detecta as configurações da máquina utilizada e executa a melhor versão da distribuição disponível”.

Também procurando leveza e a possibilidade de rodar em máquinas limitadas, temos as distribuições grandes, em versões com o ambiente LXDE. Dentre essas, podemos citar o LUBUNTU, versão semioficial do conhecido e popular UBUNTU, obviamente com o LXDE, o PCLinuxOS, que também distribui uma versão com o LXDE, e até mesmo o Linux MINT, que costumava lançar suas versões com esse ambiente (mas não o fez, ao menos para a 13 e a 14, penúltima e última).

Há também distribuições pequenas, geralmente baseadas em UBUNTU ou DEBIAN, que investem no LXDE. Nesse grupo estão o WATTOS, o PEPPERMINT OS, o GALPON MININO.

Finalmente, temos distribuições com o RAZOR QT, o ambiente leve que é baseado nas mesmas bibliotecas usadas pelo KDE4. Com esse ambiente temos o SALENTOS, distribuição italiana baseada no UBUNTU.

Encerrando, cumpre dizer que não faltam opções para a prometida ressurreição daquele seu computador antigo e sem uso. Essas opções certamente vão permitir o uso seguro, conectado ou não, do seu hardware ultrapassado, contanto que esse mesmo uso seja limitado à produção de documentos e navegação básica (com multimídia, ou não, dependendo da capacidade de seu processador e quantidade de memória).

Sobre pinduvoz

Advogado por profissão, entusiasta do SL por opção.
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