Personalizar o “Login” do Fedora 17

Quer configurar o GDM (gerenciador de login) no Fedora 17? Se você respondeu sim, segue o jeito mais fácil que encontrei para isso.

Primeiro, instale o gnome-tweak-tool:

su -
yum install gnome-tweak-tool

Agora, ainda pelo mesmo terminal (como root), rode:

xhost +si:localuser:gdm

Configurando o papel de parede:

sudo -u gdm gnome-control-center

Abra “plano de fundo”, troque a imagem (só funciona com as que já estão disponíveis, mas você pode copiar novas para /usr/share/backgrounds e adicioná-las à lista) e feche.

Configurando o tema:

sudo -u gdm gnome-tweak-tool

Abra “tema” e modifique como quiser.

Talvez seja preciso configurar o sudo no Fedora 17 antes desses procedimentos, mas isso o EasyLife faz para você.

Vale a pena experimentar o GNU/Linux?

Eu gosto bastante da filosofia que inspira o software livre e fez nascer o GNU/Linux, que é fruto do casamento entre o Projeto GNU, iniciado por Richard Stallman, e o Kernel Linux, desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds.

Mas quando se trata de usar o computador como ferramenta de trabalho, ou de lazer, não é a filosofia que levamos em consideração. Queremos algo que funcione e possa ser realmente utilizado para o fim a que se destina.

Pois bem. A verdade é que o GNU/Linux realmente funciona, e muita gente está descobrindo isso de uma maneira ou de outra.

Estudantes universitários descobrem o GNU/Linux nas respectivas universidades, que costumam utilizá-lo em computadores disponibilizados aos alunos. Pessoas comuns descobrem o GNU/Linux ao comprar computadores com o sistema pré-instalado, ou através de telefones e tablets que rodam o “primo” Android. E os mais curiosos buscam os sites especializados em GNU/Linux, ou que, ao menos, mantêm relação próxima com esse sistema operacional, a exemplo daquele que era o lar da distribuição Kurumin.

Os sites que tratam de informática em geral também passaram a considerar o GNU/Linux, obviamente porque os respectivos editores perceberam que o sistema operacional livre é uma alternativa viável ao sistema operacional dominante.

Resumindo e encerrando, o GNU/Linux está pronto para o usuário doméstico, ou para o usuário comercial, sendo crescente sua presença em pequenas e médias empresas (nas grandes ele está há muito tempo, pois a Red Hat é uma empresa bilionária), e meu conselho a você é: experimente o GNU/Linux o quanto antes.

“Zerar” o Ubuntu 12.04

Você andou “zoando” seu Ubuntu 12.04-LTS e gostaria de voltar ao padrão de fábrica para “zoar” tudo outra vez?

Se a resposta é SIM, esta dica é para você.

Rode, pelo terminal, o seguinte comando:

rm -rf .gnome2 .gconf .gconfd .compiz-1 .config/dconf .config/gnome-session .config/compiz-1

Reinicie seu computador (melhor opção), ou ao menos, sua sessão do Ubuntu.

Obs.: esta dica foi publicada no VOL em em 11/07/2012.

Particionando um HD para duplo-boot

Bom, a ordem aqui importa, uma vez que o Windows ® é egoísta e elimina o boot do GNU/Linux.

Assim, o Windows ® é instalado primeiro.

Para particionar, supondo que o Windows ® a ser instalado é o 7, crie, utilizando um CD da distribuição Gparted Live ou o CD, DVD ou pendrive que será utilizado para instalar o GNU/Linux, as seguintes partições:

  • sda1, em NTFS, com 100 MB (boot do Windows 7)
  • sda2, em NTFS, com 50 GB (para o Windows 7, arquivos do sistema)

Aqui você pode parar o particionamento e partir para a instalação do Windows 7 ®, dando o boot pelo DVD dele.

Terminada a instalação, reinicie o computador pelo CD, DVD ou pendrive que será utilizado para instalar o GNU/Linux e retome o particionamento, criando:

  • sda3, em ext4 ou reiserFS, com 15 ou 20 GB,  (para o GNU/Linux, partição do sistema, raiz ou “/”)
  • sda4, como partição estendida (usará todo o espaço que sobrou)
  • sda5, em NTFS, para os arquivos do Windows 7 ® (use o tamanho que achar apropriado)
  • sda6, em ext4 ou reiserFS, para os arquivos do GNU/Linux ou /home  (use o tamanho que achar apropriado)

Lembre-se que o GNU/Linux lê e escreve em partições NTFS, e por conta disso você pode deixar seus arquivos mais utilizados em sda5.

MKVToolNix 5.9.0 no Ubuntu

Para instalar a última versão do MKVToolNix no Ubuntu Quantal Quetzal (12.10) ou Precise
Pangolin (12.04-LTS), abra o terminal e digite:

gksu gedit /etc/apt/sources.list.d/bunkus.list

Copie e cole o conteúdo abaixo para o 12.04-LTS (Precise):

deb http://www.bunkus.org/ubuntu/precise/ ./
deb-src http://www.bunkus.org/ubuntu/precise/ ./

ou o seguinte para o 12.10 (Quantal):

deb http://www.bunkus.org/ubuntu/quantal/ ./
deb-src http://www.bunkus.org/ubuntu/quantal/ ./

fechando e salvando.

Agora rode:

sudo apt-get update

e em seguida instale a chave faltante:

wget -O - http://www.bunkus.org/gpg-pub-moritzbunkus.txt | sudo apt-key add -

Atualize as fontes novamente e instale o programa:

sudo apt-get update
sudo apt-get install mkvtoolnix mkvtoolnix-gui

Agora é só procurar pelo programa no menu, ou no dash do Unity, e usar.

Ubuntu (+ restricted-extras) x Linux Mint

Muita gente prefere o filho mais famoso do Ubuntu (Linux Mint) ao próprio Ubuntu, argumentando não só com a utilização de interfaces mais parecidas com o as que os usuários estão acostumados (Cinnamon e Mate, o último uma cópia fiel do Gnome 2), mas também com o fato de o Mint vir pronto para uso, incluindo, por padrão, a maioria dos codecs, java, fontes etc.

Tirando a resistência ao Unity, que decorre mais de uma preconcepção de interface ideal do que da realidade diária, onde a disposição e os recursos do Unity são capazes de ajudar o usuário e melhorar a produtividade, a outra questão levantada (codecs, java, fontes etc.) é resolvida com a instalação de um único pacote, que pode ser realizada tanto pelo terminal quanto pela interface gráfica da Central de Programas (eu prefiro o bom o velho Synaptic, que instalo imediatamente).

O pacote, neste caso, é o ubuntu-restricted-extras, que não vem numa instalação-padrão justamente por ser restrito, especialmente em países que aceitam patentes de software.

Vejamos, então, o que são os extras.

O primeiro pacote que será instalado pelo metapacote (pacote que apenas determina a instalação de outros pacotes, como se formassem uma “coleção”) de que estamos tratando será o ubuntu-restricted-addons, que inclui:

  • flashplugin-installer
  • gstreamer0.10-ffmpeg
  • gstreamer0.10-fluendo-mp3
  • gstreamer0.10-plugins-bad
  • gstreamer0.10-plugins-ugly

Com esse pacote instalado você terá o Adobe Flash disponível e a capacidade de reproduzir a grande maioria dos arquivos de áudio e vídeo que estão espalhados pela internet.

Continuando, os extras levarão a sua máquina também os seguintes pacotes:

  •  gstreamer0.10-plugins-bad-multiverse
  •  libavcodec-extra-53
  •  ttf-mscorefonts-installer
  •  unrar

Resumindo, além de codecs para áudio e vídeo, local ou via internet, você terá suporte a arquivos rar, um dos formatos compactados mais utilizados, e as Fontes da MS (Andale Mono, Arial, Comic Sans, Courier New, Georgia, Impact, Times New Roman, Trebuchet, Verdana e Webdings), que melhoram, e muito, a visualização de páginas na internet.

Notem que faltou o Java (para internet), que vai precisar ser instalado manualmente na versão open, ou na versão original, antes da Sun e agora da Oracle, atual proprietária. Para a versão sem marca, instalem o pacote  icedtea-7-plugin. E para a versão “original” será preciso recorrer a um PPA, mas isso fica para outro post.